Em dia marcado pela renúncia de Julio Casares do cargo de presidente, o São Paulo entrou em campo pela quarta rodada do Campeonato Paulista e perdeu por 3 a 2 para a Portuguesa. No apito final, vaias ecoaram no MorumBis.
Quem foi ao estádio acompanhou uma boa partida, de intensidade. A Portuguesa se mostrou uma equipe consistente, consciente de suas condições técnicas e impositiva taticamente. O São Paulo mostrou dificuldades para conseguir se portar como mandante. O controle da partida só voltou para as mãos tricolores quando o placar apontou desvantagem. Há muito a se elogiar na Portuguesa e muito pouco no São Paulo.
O resultado deixa a Portuguesa com seis pontos, na zona de classificação para a próxima fase. Já o São Paulo fica com quatro e pode se aproximar da degola. Restam quatro rodadas.
O São Paulo agora volta suas atenções para o clássico com o Palmeiras. O Choque-Rei está agendado para o próximo sábado, às 18h30, na Arena Crefisa, em Barueri. A Portuguesa, por sua vez, entra em campo apenas na segunda-feira, às 20h, para medir forças com o Guarani, no Canindé.
A Portuguesa começou melhor na partida e tentou algumas jogadas em direção à área tricolor que deram sustos na defesa. O São Paulo não conseguiu se encontrar em campo e demonstrou sérias dificuldades na criação. A aposta dos donos da casa ficou centrada em bolas longas e de velocidade para tentar pegar a defesa rubro-verde desprevenida.
Ferreirinha foi um dos jogadores que mais se destacaram no primeiro tempo. Ágil, o atacante conseguiu fugir da marcação em algumas ocasiões e levar perigo à meta defendida por Bruno Bertinato.
A Portuguesa continuou superior. Gabriel Pires arriscou de longe, aos 40, e deu trabalho para Rafael. O goleiro são-paulino, no lance seguinte, voltou a praticar uma bela defesa após finalização precisa de João Vitor. Pablo Maia, no acréscimo, quase tirou o zero do placar, mas viu o goleiro rubro-verde defender.
O São Paulo voltou para a segunda metade com uma postura diferente. Altivo, o conjunto tricolor tentou controlar mais a posse e pressionar a saída de bola da Portuguesa. Mas a ação deixou o time mais desatento na defesa. João Vitor cruzou da direita em direção à segunda trave, Renê aproveitou o vacilo da zaga são-paulina para colocar a Lusa em vantagem, aos 5 minutos.
Aos 14, Calleri recebeu um passe açucarado, precisando apenas escorar para marcar, mas mandou para fora, em um lance inacreditável.
O placar adverso fez o São Paulo armar uma blitz. Jogadas aéreas fizeram os donos da casa chegarem perto do gol. Aos 30, Calleri pôde se redimir. Em contragolpe, o time tricolor aproveitou a linha de defesa adiantada da Portuguesa. O argentino saiu cara a cara com o goleiro e fez a festa da torcida são-paulina.
Não durou muito a alegria são-paulina. A Portuguesa armou ataque poucos minutos depois, Nicolas, que já havia falhado no primeiro tento rubro-verde, cometeu pênalti sobre Renê. O artilheiro da equipe lusitana foi para a cobrança e recolocou os visitantes na dianteira, aos 38.
A Portuguesa teve tempo de marcar mais um. Maceió bateu, Rafael defendeu e deu rebote. O atacante do conjunto rubro-verde chutou de novo e, dessa vez, o goleiro são-paulino aceitou, em uma falha contundente.
No primeiro minuto do acréscimo, o São Paulo marcou o segundo gol, o segundo de Calleri. O argentino se antecipou à marcação e tocou de cabeça para descontar. Renê, artilheiro da Portuguesa, ainda foi expulso aos 50 minutos em uma decisão muito rigorosa do árbitro Raphael Claus.
FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 2 x 3 PORTUGUESA
SÃO PAULO – Rafael; Cédric (Tapia), Toloi, Dória e Nicolas; Pablo Maia (Bobadilla) e Negrucci (Marcos Antônio); Lucas (Luciano), Lucca (Pedro Ferreira) e Ferreirinha; Calleri. Técnico: Hernán Crespo.
PORTUGUESA – Bruno Bertinato; João Vitor (Gustavo Sciencia), Gustavo Henrique, Eduardo Biazus e Caio Roque (Eric Botteghin); Guilherme Portuga, Zé Vitor (Carlos Eduardo) e Gabriel Pires (Hudson); Ewerthon (Igor Torres), Maceió e Renê. Técnico: Fabio Matias.
GOLS – Renê, aos 5 e aos 38, Calleri, aos 30 e aos 46, e Maceió, aos 43 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO – Raphael Claus.
CARTÕES AMARELOS – Lucas (São Paulo), Eduardo Biazus, Hudson e Gabriel Pires (Portuguesa).
CARTÃO VERMELHO – Renê (Portuguesa).
PÚBLICO – 25.544 presentes.
RENDA – R$ 1.031,411,00.
LOCAL – MorumBis, em São Paulo.


