Bessent nega que acordo com a UE tenha sido finalizado e defende tarifas sobre Groenlândia

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, negou que o acordo comercial com a União Europeia (UE) estivesse completamente finalizado e que as novas tarifas sobre a questão com a Groenlândia possam minar a confiança de outros parceiros em negociação com os americanos. As declarações foram realizadas neste domingo ao programa Meet the Press, da NBC.

“O acordo comercial com a União Europeia não foi finalizado. E uma ação de emergência pode ser muito diferente de buscar outro acordo comercial”, disse ele, ao defender as tarifas adicionais impostas neste fim de semana pelo presidente Donald Trump, citando como exemplo que outros países estão sujeitos ao mesmo risco. “Estamos em equilíbrio muito bom com a China neste momento, mas se fizerem algo para quebrar esse equilíbrio, Trump estaria disposto a agir. O mesmo com a Índia.”

Bessent observou que os próprios europeus já tiveram que lidar com tarifas adicionais por comprar o petróleo russo. “O presidente utiliza seus poderes emergenciais para resolver essas questões”, pontuou.

Tomando o consumo de petróleo da Rússia como exemplo, o secretário do Tesouro alegou que os europeus não são capazes de blindar o seu próprio território de ameaças externas e, portanto, não seriam capazes de proteger a Groenlândia em caso de ataque. “Europeus projetam fraqueza, os EUA projetam força”, disse, acrescentando que a América é o “país mais forte no mundo”.

“Pode não ser no próximo ano, ou nos próximos cinco anos, mas a luta pelo Ártico é real e seríamos obrigados a manter nossas garantias da Otan. Caso a Rússia atacasse a Groenlândia ou outra região, seríamos arrastados para o conflito”, argumentou Bessent. “É melhor a paz através da força, tornando-a parte dos EUA agora, e não haverá conflito”.

O secretário ainda ecoou outros argumentos já utilizados por Trump, como a importância da ilha para a segurança nacional e construção do Domo Dourado e sistemas de mísseis.

Questionado, Bessent evitou descartar a possibilidade de uma ação militar na Groenlândia, limitando-se a dizer que não conversou com Trump sobre o assunto. Ele também minimizou preocupações de que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) possa “acabar” caso os EUA ataquem a ilha. “Os europeus vão mudar de opinião e entender que precisam estar sob nossa proteção, com a Groenlândia sob nosso controle”, frisou.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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