O júri popular do caso Henry Borel está marcado para o próximo 23 de março, no Rio de Janeiro. Após quase cinco anos da morte do filho, o vereador Leniel Borel (PP) afirma acreditar na condenação dos réus.
Mesmo com a expectativa de punição e da aplicação da pena máxima, o pai de Henry afirma que nenhuma decisão judicial será capaz de reparar a perda.
“Em um caso como o assassinato de uma criança, brutalmente morta, é difícil falar em justiça. Não existe justiça. Eu, Leniel, como vítima e pai do Henry, sei que nunca haverá justiça em um caso como esse. O Henry foi brutalmente assassinado na presença da mãe e do padrasto”, declarou o vereador.
Leniel também afirmou acreditar que o processo está bem estruturado para que o júri popular determine a condenação dos acusados: Monique Medeiros, mãe de Henry, e o padrasto, o ex-vereador Dr. Jairinho.
“O caso do meu filho foi muito bem fundamentado. São milhares de páginas, desde a fase de inquérito policial até o momento em que os celulares foram apreendidos. Um grande diferencial do caso foi justamente a apreensão desses aparelhos”, afirmou.
Segundo ele, foi utilizada uma tecnologia israelense que possibilitou recuperar mensagens apagadas no celular da mãe da vítima.
Ao relembrar o crime, Leniel destacou o sofrimento que o filho pode ter enfrentado. “Se já dói quando levamos uma bolada ou um soco no estômago, imagine ficar sangrando por dentro por horas. Provavelmente, o meu filho sofreu muito naquela noite”, disse.



