Von der Leyen: acordo é benéfico a nossos cidadãos, empresas e todos Estados-membros

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta sexta-feira, 9, que o acordo da União Europeia com o Mercosul é benéfico para os “nossos cidadãos, para as nossas empresas e para todos os Estados-Membros”. Em comunicado após o anúncio da autorização no Conselho Europeu da assinatura do acordo, a alemã apontou: “ouvimos as preocupações dos nossos agricultores e do nosso setor agrícola e agimos em conformidade”.

“Este acordo contém salvaguardas robustas para proteger os seus meios de subsistência. Estamos também intensificando as nossas ações em relação aos controles de importação, porque as regras devem ser respeitadas, inclusive pelos importadores”, afirmou a presidente da Comissão Europeia. “Atualmente, 60 mil empresas europeias exportam para o Mercosul, metade das quais são pequenas e médias empresas que se beneficiarão com tarifas mais baixas, economizando cerca de 4 bilhões de euros por ano em impostos de exportação e desfrutando de procedimentos aduaneiros mais simples. Fundamentalmente, isso também proporcionará às nossas empresas melhor acesso a matérias-primas essenciais”, disse.

“Há apenas três semanas, no contexto do Conselho Europeu, asseguramos aos nossos parceiros do Mercosul que viajaríamos para encontrá-los e que, juntos, faríamos história. Nesse período, trabalhamos arduamente com os nossos Estados-Membros e as partes interessadas para concretizar esse objetivo. Hoje, esse trabalho árduo deu frutos e saúdo a decisão do Conselho, que nos permite avançar. Aguardo com grande expectativa a assinatura deste acordo histórico em breve, sob a Presidência paraguaia, que acaba de assumir o poder, graças à forte liderança e à boa cooperação do presidente Lula”, afirmou a líder.

Em sua conta na rede social X, o presidente de governo da Espanha, Pedro Sánchez, um dos maiores apoiadores das negociações no bloco, afirmou que, graças a este acordo, “as empresas espanholas poderão entrar em novos mercados, exportar mais e criar mais empregos. E a Europa poderá manter um forte vínculo com a sua região irmã e de importância estratégica”. Segundo Sánchez, no mundo atual, “nem tudo são tarifas, ameaças e más notícias”.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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