O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que parte dos acordos comerciais negociados sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) poderá ser revista após a decisão da Suprema Corte que invalidou o uso da lei para impor tarifas. “Muitos dos acordos comerciais permanecem, alguns não. Eles serão substituídos”, disse, acrescentando que acordos que não puderem permanecer “serão substituídos”.
Logo em seguida, ele afirmou que “todos os acordos comerciais estão em vigor, só estamos fazendo de forma diferente”, numa referência à reestruturação da política comercial após o revés judicial.
Trump reconheceu que alguns entendimentos negociados com base na IEEPA “não são mais válidos”, mas afirmou que o acordo com a Índia segue inalterado.
Ele reiterou que tarifas que eventualmente não puderem ser mantidas serão trocadas por outras medidas e sinalizou a possibilidade de taxas mais elevadas. “Tarifas potencialmente mais altas. Elas podem ser o que quisermos. As taxas tarifárias serão muito razoáveis para as nações”, declarou.
A decisão da Suprema Corte, por 6 votos a 3, concluiu que a IEEPA não autoriza o presidente a impor tarifas, reforçando que o poder de instituir tributos pertence ao Congresso. O julgamento, no entanto, não afeta outras bases legais previstas na legislação comercial.
Em meio à reconfiguração da estratégia, Trump voltou a defender juros “substancialmente mais baixos” pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e, na esfera internacional, enviou um curto recado ao Irã: “é melhor vocês negociarem um acordo conosco”.


