‘The Romantic’: o soul chicano confortável e sem tempero do novo disco de Bruno Mars

Bruno Mars acaba de lançar The Romantic, primeiro trabalho solo em dez anos. É aquela receita clássica: reempacotar sons nostálgicos com charme elegância, mas nada novo. E com uma trilha que está bombando no pop mundial: a da latinidade.

Ele tem ascendência porto-riquenha e The Romantic é influenciado pelo estilo musical conhecido como soul chicano, um tipo de soul e de R&B. A referência brilha no começo do álbum com Risk It All, um mariachi dramático, uma das melhores músicas da carreira dele. A letra é cheia de clichês. Meio brega? É. Mas a profundidade lírica nunca foi o seu forte.

Depois vem Cha Cha Cha, com um arranjo de metais bem chique, e você se sente num bar latino na Los Angeles dos anos 1970. O problema é que, a partir daí, falta tempero e, acima de tudo, risco.

Lá para o fim do disco, vem uma “referência” a Gretchen: ao escutar a introdução de Something Serious, você pode ter a sensação de estar ouvindo uma música dela. Se ele conhece Conga, Conga, Conga, não dá para saber. Mas, assim como esse clássico da Gretchen, a música do Bruno é uma conga, ritmo dançante que nasceu em Cuba.

The Romantic, portanto, não é o melhor trabalho do Bruno Mars. Mas, como muito do que ele faz, é cheio de carisma e agradável de ouvir. Aquele pop confortável, seguro, para quando você está na dúvida do que escutar para enfrentar o trânsito na volta para casa.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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