Senadores da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolaram nesta quinta-feira, 5, um pedido de reforço da segurança do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça à Polícia Federal, após vir a público a informação de que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pagava R$ 1 milhão por mês para Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, monitorar e ameaçar críticos.
Os senadores Magno Malta (PL-ES) e Eduardo Girão (Novo-CE), autores do pedido, manifestam “preocupação” com a segurança do magistrado. Essa informação foi antecipada pelo portal Metrópoles e confirmada pelo Estadão.
“A presente solicitação fundamenta-se na necessidade de preservação da segurança das autoridades públicas responsáveis pela condução de investigações e decisões judiciais envolvendo organizações criminosas de grande porte, bem como na proteção da própria estabilidade das instituições da República”, diz o documento endereçado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
Mendonça, relator do caso sobre o banco no Supremo, autorizou, na quarta-feira, a prisão de Vorcaro, Sicário e outros na nova fase da Operação Compliance Zero, sobre irregularidades na operação do Banco Master. Após ser detido, Sicário se matou.
Vorcaro é acusado de comandar uma estrutura privada de vigilância e coerção, denominada “A Turma”, que teria o objetivo de ter acesso de forma ilegal a informações sigilosas e intimidar de opositores.
Em troca de mensagens interceptadas pela Polícia Federal, Vorcaro pediu a Sicário que o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, fosse agredido em um assalto forjado.
“Esse Lauro Jardim bate cartão todo domingo? Hrs hein. Lanço uma nova sua? Positiva”, enviou Mourão no WhatsApp. “Sim”, respondeu o banqueiro. “Tinha que colocar gente seguindo esse cara. Pra pegar tudo dele”, sugeriu Vorcaro. “Vou fazer isto”, informou Sicário “Esse Lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”, completou o banqueiro.
Segundo a assessoria de imprensa de Daniel Vorcaro, “o empresário informou, no momento de sua prisão, que jamais teve intenção de intimidar ou ameaçar jornalistas e que suas mensagens foram tiradas de contexto”.



