A prefeitura de Belo Horizonte (MG) exonerou o secretário de Educação Bruno Barral, alvo de operação da Polícia Federal (PF). A saída dele do cargo foi publicada no Diário Oficial da prefeitura nesta quinta-feira, 3, e atende a uma decisão do ministro Kassio Nunes Marques, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Na publicação, consta que o afastamento se deu “a pedido do servidor”, conforme o inciso dois, artigo 62 da Lei Municipal nº 7.169/96.
Barral investigado na terceira fase da Operação Overclean, que apura desvios de emendas parlamentares. O suposto envolvimento dele no caso ocorreu no período em que ele era secretário de Educação de Salvador (BA), na gestão de ACM Neto (União). O Estadão busca contato com Bruno Barral.
Na quinta-feira, a Polícia Federal fez buscas em 16 endereços em Salvador, São Paulo (SP), Belo Horizonte e Aracaju (SE). Segundo cálculos atualizados da PF e da Controladoria-Geral da União (CGU), o esquema de fraudes em contratos e superfaturamento de obras investigado movimentou cerca de R$ 1,4 bilhão.
Os contratos suspeitos envolvem prefeituras nos Estados Bahia, Tocantins, Amapá, Rio de Janeiro e Goiás. Os crimes investigados são corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça.
Após ser empossado, na manhã da quinta-feira, o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União), disse que as investigações não eram relacionadas ao município e não ia “passar a mão na cabeça” dos secretários. “Qualquer que seja o secretário, vai ter que responder pelos atos dele. Isso serve para todos”, afirmou.