A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apresentou nesta sexta-feira, 13, os novos preços-teto do leilão de reserva de capacidade com variações que chegam a 100,89%. Os números atualizados foram encaminhados pelo Ministério de Minas e Energia (MME) no fim da noite da quinta-feira, 12.
Para as hidrelétricas, o valor máximo continuou em R$ 1,4 milhão por megawatt-ano.
No caso das usinas termelétricas novas, com início de suprimento a partir de 2028, o valor agora será de R$ 2,9 milhão por megawatt-ano. Isso representa uma elevação de 81,25% na comparação com o valor antigo.
Para empreendimentos termelétricos existentes, o máximo será de R$ 2,25 milhão megawatts/ano. A alta, nesse caso, foi de 100,89%.
No segundo leilão – para as termelétricas existentes a óleo combustível, óleo diesel e biodiesel – os preços-teto variam de R$ 1,6 milhão a R$ 1,75 milhão por megawatt-ano.
O primeiro valor é para as térmicas com suprimento a partir de 2026 com acréscimo de 73,91% na comparação com o valor antigo. O segundo é para aquelas com suprimento em 2030, alta de 76,77%.
Houve informações inadequadas repassadas pelos agentes do setor, segundo os argumentos de técnicos do MME ouvidos pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o que impactou diretamente no cômputo dos valores anunciados na segunda-feira. A Pasta recebeu diversas manifestações solicitando a revisão, em especial para os produtos de potência termelétrica.
Em comunicado divulgado na manhã desta sexta, o Ministério de Minas e Energia (MME) apontou que as atualizações consideram de maneira mais precisa os investimentos necessários para que as usinas operem dentro do prazo contratual, evitando riscos operacionais e jurídicos que podem se tornar em custos adicionais futuros ao sistema.


