Powell minimiza divergências no FOMC e vê decisões melhores com dissenso em reuniões

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, minimizou divergências internas no Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) e afirmou que diferentes visões contribuem para decisões mais robustas de política monetária. Segundo ele, o dissenso não dificulta sua atuação.

“Eu não vejo isso como algo que torna meu trabalho mais difícil”, disse Powell, acrescentando que ouvir argumentos contrários ajuda a testar convicções e aprimorar o processo decisório.

Durante evento na Universidade de Harvard, Powell ressaltou que, diante do atual cenário marcado por incertezas, é natural que não haja unanimidade. “Tentar esperar unanimidade em um momento como este seria quase enganoso”, afirmou.

Ele destacou que há uma “tensão” entre os objetivos do duplo mandato do Fed, com riscos distintos para inflação e mercado de trabalho.

O dirigente reiterou ainda o compromisso da instituição com a estabilidade de preços. “Nós vamos alcançar e continuaremos comprometidos em levar a inflação de volta a 2% de forma sustentada”, afirmou.

Sobre o balanço do Fed, Powell avaliou que temores de efeitos colaterais relevantes não se concretizaram. “Nós realmente não vimos os riscos negativos” associados a um balanço elevado, disse, referindo-se a preocupações como disfunções no mercado de Treasuries ou pressões inflacionárias persistentes, sem entrar em mais detalhes.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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