O total de pessoas em busca de uma vaga no País somou 5,851 milhões no trimestre até janeiro, menor contingente da série histórica comparável, que elimina trimestres com repetição de respostas na amostra, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Ao mesmo tempo, a população ocupada alcançou o maior patamar da série histórica comparável, 102,671 milhões no trimestre encerrado em janeiro.
Na passagem do trimestre encerrado em outubro para o trimestre terminado em janeiro, a taxa de desemprego manteve-se em 5,4%.
Foram absorvidos mais 116 mil trabalhadores no período, e 59 mil pessoas deixaram o desemprego. A melhora teve ajuda também de um aumento na inatividade, 274 mil pessoas a mais nessa condição em um trimestre.
A população inativa somou 66,334 milhões de indivíduos no trimestre até janeiro.
O nível da ocupação ficou em 58,7% no trimestre até janeiro, maior patamar para este período do ano.
Carteira assinada
O País registrou número recorde de trabalhadores atuando com carteira assinada no setor privado no trimestre terminado em janeiro, considerando a série histórica comparável, que elimina trimestres móveis com repetição de respostas na amostra.
O total de pessoas com carteira assinada no setor privado ficou em 39,351 milhões de trabalhadores, 169 mil vagas a mais em um trimestre. Em um ano, esse contingente cresceu em 800 mil pessoas.
O número de trabalhadores por conta própria subiu a um ápice de 26,188 milhões, 284 mil a mais em um trimestre. Em um ano, houve 927 mil vagas a mais.
O número de empregados sem carteira assinada no setor privado totalizou 13,428 milhões, 177 mil a menos em um trimestre. Em um ano, houve eliminação de 180 mil vagas.
Informalidade
De acordo com o IBGE, o País registrou uma taxa de informalidade de 37,5% no mercado de trabalho no trimestre até janeiro, a menor desde 2020, em meio à pandemia de covid-19. Porém, o resultado desta vez não ocorre por uma expulsão de trabalhadores informais do mercado de trabalho, mas sim porque a composição da qualidade do emprego atualmente é das melhores da série histórica iniciada em 2012.
A menor taxa de informalidade da série histórica da Pnad Contínua foi de 36,6%, registrada no trimestre até junho de 2020.
“Essa taxa mais baixa em 2020 é porque o trabalhador informal foi retirado do mercado de trabalho naquela época”, frisou a pesquisadora.
Em um trimestre, 284 mil pessoas deixaram de atuar como trabalhadores informais. O total de vagas no mercado de trabalho como um todo no período aumentou em 116 mil postos de trabalho. Ou seja, o emprego cresceu via formalidade, enquanto o contingente informal diminuiu.
Em um trimestre, na informalidade, houve redução de 177 mil empregos sem carteira assinada no setor privado, de 75 mil empregadores sem CNPJ e de 54 mil pessoas no trabalho por conta própria sem CNPJ. Por outro lado, 15 mil pessoas a mais atuaram no trabalho familiar auxiliar e 6 mil a mais como trabalhadores domésticos sem carteira assinada.
A população ocupada atuando na informalidade caiu 0,7% em um trimestre. Em relação a um ano antes, o contingente de trabalhadores informais encolheu em 240 mil pessoas, queda de 0,6%.
Contribuintes para a Previdência
Segundo o IBGE, o Brasil registrou 68,421 milhões de trabalhadores ocupados contribuindo para instituto de Previdência no trimestre encerrado em janeiro. O resultado é ligeiramente menor que o verificado no trimestre móvel até dezembro de 2025, quando esse contingente somou um recorde de 68,496 milhões de trabalhadores.
O resultado é sustentado por um avanço do emprego formal no País. No trimestre móvel terminado em outubro de 2025, havia 67,763 milhões de trabalhadores ocupados contribuindo para a Previdência.
A proporção de contribuintes entre os ocupados foi de 66,6% no trimestre até janeiro, ante 66,1% no trimestre até outubro.


