As altas nos preços das passagens aéreas, do ônibus urbano e da gasolina puxaram a elevação de custos com transportes em fevereiro, segundo os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Juntos, os três subitens responderam por 0,24 ponto porcentual da taxa de 0,84% do IPCA-15 deste mês.
As passagens aéreas subiram 11,64% em fevereiro, impacto de 0,09 ponto porcentual; o ônibus urbano aumentou 7,52%, impacto de 0,08 ponto porcentual; e a gasolina teve alta de 1,30%, impacto de 0,07 ponto porcentual.
O grupo Transportes passou de um recuo de 0,13% em janeiro para uma alta de 1,72% em fevereiro, uma contribuição de 0,35 ponto porcentual para a inflação neste mês.
Os combustíveis ficaram 1,38% mais caros em fevereiro. Além da gasolina, houve altas no etanol (2,51%) e óleo diesel (0,44%), mas queda no gás veicular (-1,06%).
O ônibus urbano teve pressão de reajustes nas tarifas de 8,70% em Belo Horizonte a partir de 1º de janeiro; de 6% em São Paulo a partir de 6 de janeiro; de 20% em Fortaleza a partir de 1º de janeiro; de 5,36% em Salvador a partir de 5 de janeiro; de 6,38% no Rio de Janeiro a partir de 04 de janeiro; e de 4,46% em Recife a partir de 1º de fevereiro.
O metrô subiu 2,22%, e o trem avançou 2,86%. A integração transporte público saltou 9,38%, e o táxi subiu 1,52%.
Educação
Os gastos das famílias brasileiras com Educação passaram de uma elevação de 0,05% em janeiro para uma alta de 5,20% em fevereiro, uma contribuição de 0,32 ponto porcentual para o IPCA-15 deste mês.
O resultado foi impulsionado pelo aumento sazonal dos cursos regulares, com elevação de 6,18% e contribuição de 0,28 ponto porcentual em fevereiro, devido aos reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo.
As maiores altas foram registradas no ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,07%) e pré-escola (7,49%).
O ensino fundamental foi o subitem de maior pressão no IPCA-15 de fevereiro, um impacto individual de 0,14 ponto porcentual.
As altas somadas de Transportes e de Educação em fevereiro responderam por 80% da inflação pelo IPCA-15.
Alimentação
O gasto das famílias brasileiras com a alimentação para consumo no domicílio subiu pelo segundo mês consecutivo em fevereiro, uma alta de 0,09%, mas desacelerou ante o aumento de 0,21% registrado em janeiro. O grupo Alimentação e Bebidas saiu de uma alta de 0,31% em janeiro para elevação de 0,20% em fevereiro, uma contribuição de 0,04 ponto porcentual para a taxa de 0,84% geral registrada pelo IPCA-15 de fevereiro.
Na alimentação no domicílio, houve altas no tomate (10,09%) e nas carnes (0,76%). Na direção oposta, ficaram mais baratos o arroz (-2,47%), o frango em pedaços (-1,55%) e as frutas (-1,33%).
A alimentação fora do domicílio subiu 0,46% em fevereiro: o lanche avançou 0,28%, e a refeição fora de casa aumentou 0,62%.
Habitação
Segundo o IBGE, os gastos das famílias brasileiras com Habitação passaram de um recuo de 0,26% em janeiro para uma elevação de 0,06% em fevereiro, uma contribuição de 0,01 ponto porcentual para o IPCA-15 deste mês.
A energia elétrica residencial recuou 1,37% em fevereiro, resultando no maior alívio individual no IPCA-15 deste mês, de -0,06 ponto porcentual.
“No mês, a bandeira tarifária vigente era a verde, sem custo adicional para os consumidores”, lembrou o IBGE.
Por outro lado, houve pressão da taxa de água e esgoto (1,97%) e do aluguel residencial (0,32%). O gás encanado recuou 0,71% em fevereiro.
Saúde e Cuidados Pessoais
Os gastos das famílias brasileiras com Saúde e Cuidados Pessoais passaram de uma elevação de 0,81% em janeiro para uma alta de 0,67% em fevereiro, com contribuição de 0,09 ponto porcentual para o IPCA-15 deste mês.
As maiores pressões partiram de artigos de higiene pessoal, que subiram 0,91%, e do plano de saúde, com alta de 0,49%.



