Ouro fecha em forte alta de 6% e prata salta 8%, impulsionados por ambiente de incerteza

O contrato mais líquido do ouro fechou com forte valorização nesta terça-feira, 3, retomando a trajetória de alta após duas sessões consecutivas no vermelho. Investidores mantêm no radar o risco geopolítico, bem como expectativas macroeconômicas nos EUA e o futuro do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em alta de 6,07%, a US$ 4.935,00 por onça-troy. Na máxima do dia, o metal dourado chegou a ser cotado a US$ 5.018,10, de volta ao patamar acima de US$ 5 mil por onça-troy.

Já a prata para março subiu 8,17%, a US$ 83,30 por onça-troy.

Em análise, o Deutsche Bank avalia que, apesar da recente queda, o preço do metal precioso pode seguir trajetória de alta e atingir a marca de US$ 6 mil por onça-troy, já que os fatores que fornecem suporte aos preços do ouro “continuam positivos”. “As condições não parecem propícias para uma reversão sustentada nos preços do ouro”, escreveu em análise.

Nesta terça, o diretor do Fed Stephen Miran voltou a defender cortes agressivos nos juros americanos e, em entrevista, mencionou que o BC deveria promover uma flexibilização monetária superior a um ponto porcentual ao longo do ano. Cortes nos juros costumam beneficiar os preços do ouro, mas o BC pode novamente ter preocupação sobre a saúde econômica do país com o novo shutdown paralisando parte da divulgação de dados, como o Jolts e payroll.

Na ponta geopolítica, incertezas se prolongam em relação às tensões entre Washington e Teerã, depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar na noite da segunda-feira que “coisas ruins acontecerão” caso não haja um acordo com o país persa.

O Swissquote Bank, no entanto, alerta que o comportamento recente do ouro é “preocupante” já que, tradicionalmente, a commodity atuou como proteção contra o risco de mercado, mas agora está se comportando como um ativo de risco. “O problema é que a maioria das carteiras diversificadas tem exposição ao ouro, o que significa que essa volatilidade afeta todos os perfis de risco. Isso é inquietante”, acrescenta.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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