Ministério da Saúde vai enviar equipamentos de diálise para Venezuela após ataque dos EUA

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta segunda-feira, 5, que a pasta vai enviar insumos de diálise, necessários para tratamento de problemas renais, para a Venezuela, após a ação militar dos Estados Unidos que capturou o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, no sábado, 3. Segundo Padilha, o ataque americano destruiu um centro de distribuição dos aparatos médicos no país vizinho.

“Nós estamos buscando mobilizar com as nossas estruturas do SUS, com empresas privadas no Brasil, insumos para diálise e medicamentos e vamos dar esse apoio, sim, para o povo venezuelano que teve o seu centro de distribuição atacado, destruído, que pode significar o desabastecimento desses insumos. Eles têm cerca de 16 mil pacientes que fazem tratamento de diálise, isso é mais ou menos 10% do que o Brasil tem no SUS do Brasil”, afirmou Padilha. O ministro disse também que a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) pediu ajuda ao governo brasileiro.

Padilha destacou que o governo brasileiro irá auxiliar a saúde venezuelana por causa da proximidade com o País e pela ajuda vinda do governo chavista durante a crise de falta de oxigênio em Manaus, no início de 2021, durante o auge da pandemia de covid-19.

“Um conflito bélico como esse tem impactos diretos, às vezes, nos serviços de saúde, em termos de saúde do outro país, por ser um país vizinho como o nosso, o Brasil sempre estará à disposição e mobilizado para ajudar esse sistema de saúde, esse povo, por razões humanitárias. A gente não pode esquecer que, quando teve o colapso de oxigênio em Manaus, vieram 135 mil metros cúbicos de oxigênio da Venezuela para salvar o povo brasileiro em Manaus”, afirmou Padilha.

Padilha também anunciou que foi enviada uma equipe da Força Nacional do SUS (FNSUS) para a avaliação das estruturas de saúde, profissionais, vacinas e outros insumos em Roraima, Estado fronteiriço com a Venezuela.

“Nossa equipe do Ministério da Saúde e membros da Força Nacional, que possuem vasta experiência em situações de tragédia, já estão presentes na região identificando, se necessário, estruturas hospitalares e avaliando a possibilidade de ampliação. Se preciso, montaremos hospitais de campanha ou expandiremos as estruturas existentes para reduzir os impactos no sistema público brasileiro”, disse.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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