O governo brasileiro destacou hoje, 17, que o acordo entre Mercosul e União Europeia (UE) representa a “associação entre duas regiões que compartilham valores e interesses comuns, como a defesa da democracia e do multilateralismo e a promoção dos direitos humanos”. A indicação consta do factsheet divulgado pelo Executivo após o pacto ser firmado nesta tarde e está em linha com as ponderações feitas por chefes do Estado na cerimônia de assinatura do acordo.
Segundo o governo, o acordo estabelece mecanismos de cooperação política entre os blocos. “Espaços de diálogo que reforçarão a colaboração em debates globais que contribuem para uma ordem internacional mais justa e pacífica”, registra o texto.
Durante o evento realizado em Assunção, no Paraguai, presidentes de países da América Latina classificaram o acordo de livre comércio entre nas nações do Mercosul e da União Europeia como um “fato histórico”, “um feito de grande transcendência política e econômica” e “responsabilidade histórica com o Estado de Direito, a democracia e comércio justo”.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, por exemplo, frisou que o acordo e passa uma mensagem clara: “comércio justo em vez de tarifas, produtiva parceria de longo prazo em vez de isolamento e intenção de entregar benefícios reais e tangíveis para nosso povo e negócios”.
Ela destacou ainda a “importância geopolítica” do acordo, frisando que cria-se uma plataforma para que os países trabalhem sobre uma série de problemas globais, como a proteção do meio ambiente, destravar a competitividade e discutir a reforma de instituições globais. “Vamos juntar forças como nunca antes”, ponderou.
O presidente do Uruguai, Yamandú Orsi destacou que, com o acordo, se assume “responsabilidade histórica com o estado de direito, a democracia e comércio justo”. “Em mundo atravessado por tensões e erosão de certezas, o acordo tem uma relevância particular. Não só porque constitui a maior área de livre-comércio do mundo, mas porque reafirma decisão clara. Apostar pelas regras em tempo de volatilidade e mudanças permanentes”, frisou.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, destacou o “profundo sentido geopolítico” do acordo. Segundo o chanceler, o pacto “representa um baluarte, erguido com sólida convicção no valor da democracia e da ordem multilateral, diante de um mundo abatido pela imprevisibilidade, pelo protecionismo e pela coerção”.


