O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira, 18, que a redução da jornada de trabalho 6×1 não aumentará a informalidade, descartou compensação por parte do governo às empresas, mas disse ser necessário avaliar se algum segmento “ultra específico” precisaria de ajuda. Ele falou a parlamentares na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados.
“É um debate sobre impactos econômicos que a Casa vai ter que fazer e enfrentar. Impactos existem, no custo, e na qualidade e produtividade”, afirmou Marinho.
Para ele, os impactos positivos da diminuição de jornada também existem e aumentarão a qualidade do ambiente de trabalho e melhorar a produtividade. “Se a redução impacta no custo, ok, e tem que colocar na outra balança os impactos positivos que causa. E aí até avaliar se é o caso de algum segmento ultra especifico precisar de algum apoio governamental, apoio do Estado”, declarou.
O ministro fez questão de afastar qualquer intenção de o governo dar subsídios ou benefícios a empresas pela diminuição de jornada. Para ele, no passado, não houve aumento de informalidade e isso acontecerá novamente.
“Na visão do governo não há que falar em beneficio, desoneração, de incentivo, subsídio; não é plausível em especial no momento das nossas condições fiscais, não acho que seria por aí a solução. Temos que apostar de fato na melhoria do ambiente e da produtividade”, completou Marinho.


