Marina Silva diz que pode ser candidata ao Senado por SP e avalia propostas de partidos

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou que pode disputar uma vaga no Senado pelo estado de São Paulo e disse ter conversas com partidos aos quais já foi filiada. Em entrevista à RedeTV!, nesta quinta-feira, 29, a ministra também declarou que ainda não sabe se continuará no cargo.

Marina afirmou que avalia, junto a aliados, a possibilidade de deixar a Rede Sustentabilidade. Segundo ela, há diálogos em andamento com legendas pelas quais já passou, como Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Partido Socialista Brasileiro (PSB) e Partido Verde (PV), entre outras, mas ressaltou que ainda analisa as propostas recebidas.

“Eu me vejo no desenho da construção para o Senado. São Paulo ajudou a salvar a minha vida biológica e me recolocou na cena política de uma forma incrível, quando eu nem queria mais ser candidata. E, agora, eu estou disposta a fazer essa construção”, afirmou à emissora.

A ministra elogiou o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse torcer por sua reeleição, mas afirmou não saber se permanecerá à frente da pasta caso isso ocorra. “O presidente vai ficar muito à vontade para poder fazer a sua escolha de quem será o ministro do Meio Ambiente”, declarou.

Ao comentar sua trajetória no cargo, Marina afirmou perceber uma mudança significativa, especialmente dentro do governo. Segundo ela, hoje há uma política transversal voltada às questões ambientais, algo que, por muito tempo, defendeu praticamente sozinha.

Ministra foi ovacionada na COP30

Marina afirmou ter se sentido reconhecida ao se emocionar após um discurso na Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP30). Segundo a ministra, a reação do público representou o reconhecimento de um trabalho construído ao longo de décadas.

“Isso, para mim, foi o reconhecimento de um trabalho, de um legado que vem do Chico Mendes ao movimento ambientalista”, afirmou.

Apesar disso, a ministra alertou para os impactos negativos dos conflitos internacionais sobre a agenda socioambiental e citou a China como exemplo na transição energética.

“As guerras têm prejudicado os avanços que vinham sendo alcançados. A China passou a investir pesado em baterias, carros elétricos, energia eólica e células fotovoltaicas e se transformou na maior supridora de tecnologia para a transição energética do planeta”, completou.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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