Kassab diz que PSD não abre mão do voto distrital: ‘Traz qualidade na fiscalização do eleito’

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, disse que o partido “não abre mão” da proposta de alterar o sistema eleitoral de proporcional para distrital e disse que o tema “andou muito” nos últimos anos. “Muito possivelmente, nos próximos dois meses, o presidente (da Câmara) Hugo Motta (Republicanos-PB) vai estar compondo a comissão que vai encaminhar esse projeto. E não acho que é difícil votar ou aprovar neste ano, porque não afeta essa eleição, vai ter vigência para 2030”, avaliou em entrevista ao Canal Livre, da Band.

No sistema atual, deputados e vereadores são eleitos pelo sistema proporcional, que considera o desempenho dos partidos e coligações. Já no sistema distrital, os eleitores votam em candidatos que concorrem dentro de um distrito específico, e o mais votado em cada região garante a vaga.

“Nós não abrimos mão do voto distrital, é um dos grandes problemas do Brasil. A falta de legitimidade dos nossos parlamentares, as pessoas nem lembram quem votou, o eleito por uma região não volta nunca mais, o voto distrital traz qualidade na fiscalização do eleito”, afirmou.

Outra política defendida por Kassab na entrevista foi “elevar o sarrafo na nomeação de indicados das agências reguladoras”. Na sua avaliação, as agências são “reféns da política, dos partidos, dos parlamentares, o que é catastrófico para a qualidade das nossas concessões”.

Ele ainda fez críticas ao método de distribuição e execução das emendas parlamentares. “É uma excrescência, não tem nenhum sentido você ter R$ 70 bilhões disponibilizados para emendas parlamentares. Com esse recurso você faz, aqui na cidade de São Paulo, duas linhas de metrô por ano. Se fosse para ter ou se é para continuar, que sejam com transparência e que sejam vinculadas a programas do governo federal”, destacou.

Vice em SP

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, disse que aceitará integrar a chapa do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, à reeleição em 2026, caso seja convidado. “Estou pronto para atender qualquer convite ou convocação”, afirmou em entrevista ao Canal Livre, da Band. Ele evitou responder diretamente se será vice e disse que a definição cabe ao governador: “Quem vai compor a chapa é o governador Tarcísio, a sua decisão será respeitada por nós”.

Kassab, que é secretário de Governo e Relações Institucionais de Tarcísio, também disse que “gosta de disputar eleição”. “Eu não sei se disputarei outras, mas se tiver oportunidade, eu disputo como candidato”, afirmou.

Na entrevista, o presidente do PSD também disse que espera que o partido eleja entre 85 e 90 deputados federais em 2026, além de seis a nove senadores. Diante da expectativa positiva, Kassab disse que não precisa vincular ao Congresso a escolha do candidato do PSD à Presidência. “Nós vamos estar muito bem posicionados”, afirmou.

‘Lula disse que estará com Eduardo Paes, ele não pode falar não’

O presidente nacional do PSD negou que o prefeito do Rio de Janeiro (PSD-RJ), Eduardo Paes, tenha indicado que apoiará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição em 2026. “O Lula é quem disse que está com ele. E ele não pode falar não”, afirmou.

Kassab também disse que três candidatos à Presidência querem estar no palanque de Paes nas eleições, mas que o PSD tem vantagem. “O Lula estará no palanque do Eduardo Paes, o (governador) Cláudio Castro (PL-RJ) e o nosso candidato também estará no palanque dele. Então o Eduardo Paes vai ter três candidatos que querem estar com ele, mas acho que o nosso vai levar vantagem, porque é do mesmo partido, mesmo padrão e vai ter uma grande votação”, observou.

Castro é apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também é pré-candidato à Presidência.

Para Lula, é estratégico garantir um palanque no Rio de Janeiro, segundo maior colégio eleitoral do País. O PSD se movimenta para lançar uma candidatura própria à Presidência, mas mantém cargos no governo federal.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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