Os brasileiros ficaram mais propensos às compras em fevereiro, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) cresceu 0,6% em relação a janeiro, já descontadas as influências sazonais.
O resultado representou o quarto avanço consecutivo, subindo ao patamar de 104,3 pontos, maior nível desde maio de 2024. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a intenção de consumo avançou 1,5% em fevereiro de 2026.
Segundo a CNC, o aumento na confiança foi puxado pela melhora na percepção sobre o momento para a compra de bens de consumo duráveis.
“Os dados de fevereiro mostram a continuação do otimismo dos consumidores. A compra de produtos duráveis continuou impulsionando o consumo, enquanto o mercado de trabalho gera cautela principalmente no curto prazo”, justificou o relatório do indicador da CNC.
Na passagem de janeiro para fevereiro, houve crescimento em cinco dos sete componentes da Intenção de Consumo das Famílias (ICF): emprego atual, queda de 0,7%, para 125,1 pontos; renda atual, -0,7%, para 122,3 pontos; nível de consumo atual, 1,7%, para 92,0 pontos; perspectiva profissional, 0,5%, para 109,0 pontos; perspectiva de consumo, 1,2%, para 107,5 pontos; acesso ao crédito, 1,2%, para 101,3 pontos; e momento para aquisição de bens de consumo duráveis, 4,0%, para 74,0 pontos.
A propensão ao consumo cresceu entre os mais ricos em fevereiro. No grupo com renda mensal abaixo de 10 salários mínimos, o ICF ficou estável (0,0%) em relação a janeiro, aos 101,7 pontos. Entre as famílias com renda superior a 10 salários mínimos, o ICF expandiu 0,6%, para 115,5 pontos.


