Implicações dos acontecimentos no Oriente Médio para a economia dos EUA são incertas, diz Fed

O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) ressaltou que o clima atual é de incertezas elevadas para as perspectivas econômicas, levando em conta também as possíveis implicações do conflito no Oriente Médio para a economia dos EUA. A avaliação foi realizada em comunicado de decisão monetária divulgado no período da tarde desta quarta-feira, 18, quando o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês)manteve a taxa dos Fed Funds (como é conhecida a taxa de juros dos Estados Unidos) na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.

Diante do cenário citado, o FOMC cita atenção aos riscos para ambos os lados do duplo mandato – que prevê estabilidade de preços e pleno emprego – e mencionou que avaliará cuidadosamente os dados recebidos, a evolução de perspectivas e o equilíbrio dos riscos.

Ao avaliar a postura adequada, o Comitê do Fed afirmou que estará preparado para ajustar a política monetária conforme apropriado, caso surjam riscos que possam impedir o alcance de seus objetivos.

“As avaliações do Comitê levarão em consideração uma ampla gama de informações, incluindo dados sobre as condições do mercado de trabalho, pressões inflacionárias e expectativas de inflação, bem como desenvolvimentos financeiros e internacionais”, detalha o comunicado.

Fed vê crescimento ‘sólido’, baixa criação de empregos e inflação ‘um tanto elevada’

O Federal Reserve notou que os indicadores disponíveis sugerem que a atividade econômica dos Estados Unidos continua em ritmo “sólido” de expansão, em comunicado de política monetária divulgado nesta quarta-feira. Os membros do FOMC do Fed afirmaram que a taxa de desemprego teve pouca mudança nos últimos meses, mantendo visão de que há baixa criação de empregos nos EUA, ao mesmo tempo em que a inflação “permanece um tanto elevada”.

À luz dos dados, o Fed reafirmou que está atento à perspectiva em evolução e o equilíbrio de riscos para ambos os mandatos, reiterando que está fortemente comprometido com o pleno emprego e com o retorno da inflação para a meta de 2%.

“Os dirigentes levarão em consideração uma gama ampla de informações, incluindo balança de riscos e dados para decidir a extensão e o timing de novos ajustes na política monetária”, afirma o BC norte-americano.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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