O Ibovespa perdeu força ao longo da tarde após ter renovado o recorde intradia, aos 142.378,69, então em alta perto de 1%, na máxima histórica pela segunda sessão consecutiva. O movimento ascendente desta sexta-feira, contudo, foi o suficiente para colocar o índice da B3 também no maior patamar histórico de fechamento, quebrando a marca de 4 de julho.
Nesta sexta-feira, saiu de abertura aos 141.048,97 e, na mínima, oscilou para os 141.000,04 pontos. No fechamento, marcava alta de 0,26%, aos 141.422,26 pontos, com giro a R$ 23,2 bilhões.
Na semana, o Ibovespa acumulou ganho de 2,50%, no que foi o seu quarto avanço semanal consecutivo e o melhor intervalo desde as sessões entre 4 e 8 de agosto, quando havia subido 2,62%. No mês, o ganho de 6,28% foi o maior para o índice desde o agosto anterior, então em alta de 6,54%. No ano, o Ibovespa sobe 17,57%. A alta desta sexta-feira foi o terceiro ganho diário consecutivo para o índice.
Em dólar, o Ibovespa havia encerrado o mês de junho a 25.552,45 e, no fechamento de julho, recuou para 23.759,29, com a apreciação de 3% para o dólar frente ao real no mês e o recuo nominal de 4% para o índice da B3, convergindo então também para níveis de abril (23.793,63), em patamar um pouco abaixo do visto no fechamento de maio (23.957,79). Na ocasião, o Ibovespa, pela primeira vez, sustentou a marca de 140 mil pontos, então em máxima histórica no dia 20 de maio, elevada à casa de 141 mil em 4 de julho.
Com a máxima a 141,4 mil no fechamento desta sexta-feira, o Ibovespa vai agora a 26.083,04, considerando a queda de 3,19% da divisa americana no mês.
“Notícias favoráveis do exterior, como o PCE métrica de inflação preferida do Fed para a inflação dentro do esperado, sustentam a expectativa de cortes de juros mais cedo possivelmente em setembro nos Estados Unidos”, diz Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos, destacando o desempenho de papéis de consumo (embora muito enfraquecido no fechamento, com o ICON em alta de apenas 0,26%), em dia um pouco mais “pesado”, desfavorável, para alguns papéis do setor de metais, como CSN (ON -1,55%), Usiminas (PNA -1,35%) e Gerdau (PN -0,77%). O índice de materiais básicos (IMAT) fechou em baixa de 0,18%
Na ponta ganhadora do Ibovespa na sessão, destaque para Raízen (+7,34%), Marfrig (+5,37%) e Magazine Luiza (+4,46%). No lado oposto, RD Saúde (-6,90%), Porto Seguro (-1,99%) e Prio (-1,84%). Entre as blue chips, Petrobras ON e PN subiram 0,81% e 0,55%, pela ordem, enquanto Vale ON mostrou alta de 0,29% no fechamento. Entre os maiores bancos, os ganhos da sessão foram de 0,14% (Santander Unit) a 1,62% (Banco do Brasil ON) no encerramento.
Na sessão, destaque para Raízen, com a ação reagindo ao anúncio de venda de mais duas usinas por R$ 1,54 bilhão, aponta Marcelo Bolzan, sócio da The Hill Capital. “É muito positivo para a empresa, que está bastante alavancada: os desinvestimentos são necessários para ajustar o nível de endividamento”, acrescenta. Na contramão, aponta Bolzan, vieram as ações da Natura, após ganhos em sessões anteriores.
De forma geral, a semana foi de forte avanço para o Ibovespa, nas máximas históricas, em movimento embasado nesta sexta-feira pelo alinhado PCE nos Estados Unidos, observa também Gabriel Cecco, especialista da Valor Investimentos. Ele destaca, no gráfico semanal, posição acima das médias móveis para o índice da B3, em que consolida viés positivo que pode alçá-lo, em prazo mais longo, até os 150 mil pontos. “Há suporte importante na faixa de 137 a 138 mil pontos e, olhando para frente, o gráfico mostra que o índice pode buscar a faixa de 143,9 mil a 146,8 mil pontos, há espaço para isso”, acrescenta, referindo-se também ao impulso recebido pelo Ibovespa ao longo das últimas quatro semanas.
“O índice superou uma resistência importante na região dos 141.300 pontos, o que reforça o viés positivo no curto prazo”, reforça Lucas Carvalho, head de Research da Toro Investimentos.
Para Bruna Centeno, economista e advisor da Blue3 Investimentos, o Ibovespa veio de um mês de julho complicado, em que acumulou perda de mais de 4%, e com o impulso visto nesta última semana de agosto a Bolsa brasileira se colocou entre os destaques globais de alta, movida pelo apetite por risco. “O Ibovespa conseguiu se manter em ambiente bastante positivo mesmo com as incertezas em torno da aplicação da Lei de Reciprocidade” comercial, pelo Brasil, na já desgastada relação com os Estados Unidos, observa Bruna.
Dólar
O Ibovespa perdeu força ao longo da tarde após ter renovado o recorde intradia, aos 142.378,69, então em alta perto de 1%, na máxima histórica pela segunda sessão consecutiva. O movimento ascendente desta sexta-feira, contudo, foi o suficiente para colocar o índice da B3 também no maior patamar histórico de fechamento, quebrando a marca de 4 de julho.
Nesta sexta-feira, saiu de abertura aos 141.048,97 e, na mínima, oscilou para os 141.000,04 pontos. No fechamento, marcava alta de 0,26%, aos 141.422,26 pontos, com giro a R$ 23,2 bilhões.
Na semana, o Ibovespa acumulou ganho de 2,50%, no que foi o seu quarto avanço semanal consecutivo e o melhor intervalo desde as sessões entre 4 e 8 de agosto, quando havia subido 2,62%. No mês, o ganho de 6,28% foi o maior para o índice desde o agosto anterior, então em alta de 6,54%. No ano, o Ibovespa sobe 17,57%. A alta desta sexta-feira foi o terceiro ganho diário consecutivo para o índice.
Em dólar, o Ibovespa havia encerrado o mês de junho a 25.552,45 e, no fechamento de julho, recuou para 23.759,29, com a apreciação de 3% para o dólar frente ao real no mês e o recuo nominal de 4% para o índice da B3, convergindo então também para níveis de abril (23.793,63), em patamar um pouco abaixo do visto no fechamento de maio (23.957,79). Na ocasião, o Ibovespa, pela primeira vez, sustentou a marca de 140 mil pontos, então em máxima histórica no dia 20 de maio, elevada à casa de 141 mil em 4 de julho.
Com a máxima a 141,4 mil no fechamento desta sexta-feira, o Ibovespa vai agora a 26.083,04, considerando a queda de 3,19% da divisa americana no mês.
“Notícias favoráveis do exterior, como o PCE métrica de inflação preferida do Fed para a inflação dentro do esperado, sustentam a expectativa de cortes de juros mais cedo possivelmente em setembro nos Estados Unidos”, diz Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos, destacando o desempenho de papéis de consumo (embora muito enfraquecido no fechamento, com o ICON em alta de apenas 0,26%), em dia um pouco mais “pesado”, desfavorável, para alguns papéis do setor de metais, como CSN (ON -1,55%), Usiminas (PNA -1,35%) e Gerdau (PN -0,77%). O índice de materiais básicos (IMAT) fechou em baixa de 0,18%
Na ponta ganhadora do Ibovespa na sessão, destaque para Raízen (+7,34%), Marfrig (+5,37%) e Magazine Luiza (+4,46%). No lado oposto, RD Saúde (-6,90%), Porto Seguro (-1,99%) e Prio (-1,84%). Entre as blue chips, Petrobras ON e PN subiram 0,81% e 0,55%, pela ordem, enquanto Vale ON mostrou alta de 0,29% no fechamento. Entre os maiores bancos, os ganhos da sessão foram de 0,14% (Santander Unit) a 1,62% (Banco do Brasil ON) no encerramento.
Na sessão, destaque para Raízen, com a ação reagindo ao anúncio de venda de mais duas usinas por R$ 1,54 bilhão, aponta Marcelo Bolzan, sócio da The Hill Capital. “É muito positivo para a empresa, que está bastante alavancada: os desinvestimentos são necessários para ajustar o nível de endividamento”, acrescenta. Na contramão, aponta Bolzan, vieram as ações da Natura, após ganhos em sessões anteriores.
De forma geral, a semana foi de forte avanço para o Ibovespa, nas máximas históricas, em movimento embasado nesta sexta-feira pelo alinhado PCE nos Estados Unidos, observa também Gabriel Cecco, especialista da Valor Investimentos. Ele destaca, no gráfico semanal, posição acima das médias móveis para o índice da B3, em que consolida viés positivo que pode alçá-lo, em prazo mais longo, até os 150 mil pontos. “Há suporte importante na faixa de 137 a 138 mil pontos e, olhando para frente, o gráfico mostra que o índice pode buscar a faixa de 143,9 mil a 146,8 mil pontos, há espaço para isso”, acrescenta, referindo-se também ao impulso recebido pelo Ibovespa ao longo das últimas quatro semanas.
“O índice superou uma resistência importante na região dos 141.300 pontos, o que reforça o viés positivo no curto prazo”, reforça Lucas Carvalho, head de Research da Toro Investimentos.
Para Bruna Centeno, economista e advisor da Blue3 Investimentos, o Ibovespa veio de um mês de julho complicado, em que acumulou perda de mais de 4%, e com o impulso visto nesta última semana de agosto a Bolsa brasileira se colocou entre os destaques globais de alta, movida pelo apetite por risco. “O Ibovespa conseguiu se manter em ambiente bastante positivo mesmo com as incertezas em torno da aplicação da Lei de Reciprocidade” comercial, pelo Brasil, na já desgastada relação com os Estados Unidos, observa Bruna.
Juros
A cautela em relação a possíveis retaliações dos Estados Unidos, após o governo Lula ter dado sinal verde para a aplicação da Lei da Reciprocidade em reação ao tarifaço dos EUA, pesou sobre a curva de juros futuros no último pregão do mês. Todos os vencimentos percorreram o pregão em alta, mais firme a partir dos vértices intermediários.
Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subiu de 13,935% no ajuste de quinta-feira, 28, para 13,970%. O DI de janeiro de 2028 aumentou de 13,214% no ajuste a 13,275%. O DI de janeiro de 2029 avançou de 13,135% ontem no ajuste para 13,205%, e o DI de janeiro de 2031 marcou 13,505%, vindo de 13,448% no ajuste anterior.
Claudio Pires, CIO da MAG Investimentos, pondera que a piora nos Dis nesta sexta, 29, foi tímida, considerando os níveis de fechamento de ontem – o DI de janeiro de 2027 encerrou quinta em 13,97%; o de janeiro de 2029, em 13,18%; e o de 2031, em 13,485%. Para o diretor, a comunicação do governo de que vai tentar aplicar a Lei da Reciprocidade aos EUA foi algo inesperado pelo mercado. “Ontem no pós-ajuste as taxas subiram cerca de 6 pontos-base. O principal motivo foi este”, disse, o que ainda fez preço na sessão de hoje, avalia.
“A chance de entrarmos em uma bola de neve na disputa com os EUA, como aconteceu com a China, é o que o mercado teme. Algo que pode inviabilizar o comércio bilateral”, afirma Pires. Lá fora, ele acrescenta que o PCE de julho dos EUA, que subiu 0,3%, veio em linha com o esperado, e por isso não fez muito preço por aqui.
No âmbito doméstico, divulgado nesta sexta, o resultado primário do setor público consolidado foi negativo em R$ 66,566 bilhões em julho. A mediana de analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast era de déficit um pouco menor, de R$ 63,25 bilhões. A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) aumentou para 77,6% do PIB no mês passado, um ponto acima de junho. “O mercado não tem ficado muito atento a números fiscais porque o que tem feito mais preço na margem tem sido a questão eleitoral”, avalia Pires.
No saldo da semana, a curva de juros perdeu inclinação, com recuo maior das taxas mais longas, enquanto os vértices curtos andaram praticamente de lado. Segundo a equipe econômica do Santander Brasil, na última sexta-feira, o discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, no simpósio de Jackson Hole – que sinalizou flexibilização da política monetária em setembro -, deslocou a curva doméstica para baixo.
“A queda na parte curta da curva chegou a se aprofundar na segunda-feira, porém o IPCA-15 acima do esperado no dia seguinte desfez o movimento”, apontam os economistas. Já na parte mais longa da curva a termo, a redução nas taxas foi mais intensa, e se aproveitou de leilão menor que o previsto de títulos do Tesouro Nacional na semana, avalia o banco.
O ambiente político também ajudou a aliviar os DIs na semana atual, com a visão de que eventual candidatura do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa presidencial de 2026 está ganhando corpo. A alternância de poder é considerada positiva por agentes de mercado devido à expectativa de uma política fiscal mais austera.
O mês de agosto também foi positivo para o mercado de juros, a despeito do quadro fiscal desafiador e do aumento das tensões entre Brasil e EUA. Todas as taxas cederam, com destaque para o vencimento de janeiro de 2027, que caiu abaixo do patamar psicológico de 14%. O vértice abriu o mês em 14,21%.
“A curva americana fechou bastante, precificando corte de juros em setembro, o que é benigno para a curva local. E no cenário doméstico, no médio e longo prazo, há essa percepção de que o Brasil tende a endereçar melhor a questão fiscal”, diz Pires, da MAG. Para o CIO, as perspectivas eleitorais são preponderantes agora para os investidores, que deixam os números fiscais piores e já aguardados em segundo plano.