As reduções nos preços das passagens aéreas (-21,38%), cinema (-12,90%) e gasolina (-0,49%) puxaram a deflação no varejo medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) em fevereiro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).
Houve alívios ainda de desodorante (-3,43%) e protetores para a pele (-4,08%). Na direção oposta, figuraram entre as principais pressões refeições em bares e restaurantes (0,77%), aluguel residencial (0,62%), plano e seguro de saúde (0,43%), taxa de água e esgoto residencial (0,87%) e empregado doméstico (0,58%).
“No varejo, a inflação ao consumidor perdeu força. O resultado foi influenciado, principalmente, pelo comportamento de serviços, com destaque para passagens aéreas, que recuaram após o período de maior demanda, e para cinemas, impactados pela Semana Nacional do Cinema, que promoveu ingressos a preços mais baixos”, justificou André Braz, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI) passou de uma alta de 0,59% em janeiro para uma queda de 0,14% em fevereiro.
Quatro das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais brandas: Educação, Leitura e Recreação (de 1,16% em janeiro para -2,81% em fevereiro), Transportes (de 1,18% para 0,04%), Alimentação (de 0,70% para 0,07%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,46% para 0,12%).
Por outro lado, as taxas foram mais elevadas nos grupos Habitação (de 0,23% para 0,34%), Vestuário (de -0,62% para -0,24%), Despesas Diversas (de 0,23% para 0,37%) e Comunicação (de 0,00% para 0,05%).
O núcleo do IPC-DI teve alta de 0,27% em fevereiro, após um aumento de 0,52% em janeiro. Dos 85 itens componentes do IPC, 46 foram excluídos do cálculo do núcleo. O índice de difusão, que mede a proporção de itens com aumentos de preços, passou de 71,29% em janeiro para 57,10% em fevereiro.


