Ex-piloto Pedro Turra vira réu por homicídio de adolescente no DF

O ex-piloto Pedro Turra, de 19 anos, virou réu após o Tribunal de Justiça do Distrito Federal aceitar nesta sexta-feira, 13, a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Distrito Federal por homicídio doloso pela morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos. Segundo a acusação, Turra agrediu violentamente a vítima com golpes na cabeça, assumindo o risco de provocar a morte. Rodrigo faleceu 16 dias após o ocorrido.

Em nota, a Defesa de Pedro Turra afirmou que respeita a decisão proferida pela Turma Criminal, mas diverge “de forma técnica e fundamentada” do entendimento adotado, por entender que houve supressão do devido processo legal e de direitos constitucionais.

De acordo com a denúncia, o crime teria sido motivado por uma discussão considerada fútil, iniciada após um cuspe desferido pelo denunciado em Vicente Pires, no Distrito Federal. A promotoria sustenta que Turra, que tem 1,92 metro de altura e porte físico mais avantajado, desceu do carro em que estava e passou a desferir sucessivos socos na cabeça do adolescente. Em um dos golpes, Rodrigo teria sido projetado contra um automóvel, batendo a cabeça.

O Ministério Público afirma ainda que, no celular de Turra, foi encontrado um áudio enviado à namorada no qual ele diz que pessoas estariam querendo bater em um amigo e conclui: “vamos pegar eles”. Para a acusação, a mensagem demonstra a intenção de se dirigir ao local da agressão. No cumprimento de mandado de busca e apreensão, foram localizados uma faca e um soco inglês vinculados ao ex-piloto.

A denúncia também estabelece que Turra deverá pagar R$ 400 mil à família da vítima por danos morais. A defesa da família de Rodrigo sustenta que o soco dado por Turra foi a causa da morte.

Segundo o advogado Albert Halex, a vítima sofreu uma forte pancada no lado esquerdo da cabeça, enquanto o impacto contra o carro teria ocorrido no lado direito. “Se fosse um efeito de bater no carro, a cirurgia teria de ter ocorrido do lado direito”, afirmou o advogado. Ele acrescentou que a família teve acesso ao prontuário médico, cujos dados preliminares, segundo ele, indicam ausência de relação entre a causa do falecimento e o veículo mencionado.

Turra está preso desde o último dia 30. Nesta sexta-feira, 13, a 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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