Evoluímos no enfrentamento às violências no ambiente de trabalho, diz diretora da Petrobras

A Petrobras tem evoluído no enfrentamento às violências envolvendo sua força de trabalho, especialmente as mulheres, disse nesta terça-feira, 31, a diretora de Assuntos Corporativos da Petrobras, Clarice Coppetti. Ao lembrar os episódios de assédio envolvendo a empresa, que ganharam repercussão nacional em 2023, a executiva garantiu que a estatal “observa a realidade brasileira” e adota ações efetivas para um ambiente corporativo mais diverso e seguro.

“Naquele momento a empresa não se furtou de fazer o debate e hoje temos 55 ações voltadas a trabalhadores e terceirizados dentro do Programa Petrobras contra as Violências Sexuais e no Trabalho e disponibilizamos o Canal de Acolhimento para escuta e orientação sobre qualquer tipo de violência no trabalho”, listou.

A executiva representou a presidente da estatal, Magda Chambriard, em encontro organizado pela Petrobras, Presidência da República e pelo Banco do Brasil no Rio de Janeiro para discutir compromissos de empresas públicas e privadas no combate ao feminicídio e à violência de gênero. No evento, a empresa lançou uma cartilha sobre prevenção da violência contra as mulheres, que pode ser baixada no site da empresa.

Coppetti lembrou ainda que desde 2023 a Petrobras passou de 17% para 17,5% de participação feminina no quadro funcional. A empresa tem a meta de alcançar 26% de mulheres e 26% de pessoas negras em posições de liderança até 2030.

A estatal também incluiu, já a partir de 2026, metas de diversidade nos indicadores que influenciam a remuneração variável da Diretoria Executiva, vinculando o desempenho da alta gestão aos resultados em diversidade.

A estatal também prevê a implementação do projeto Plataformas dos Sonhos para Todas as Pessoas, voltado a tornar o ambiente de Exploração e Produção mais diverso. As plataformas P-84 e P-85, que vão operar na Bacia de Santos, fazem parte do projeto e foram desenhadas para atender a demandas das trabalhadoras.

“Estamos pensando nas mulheres que passam 14 dias embarcadas, mas também em todo o plano de carreira de quem trabalha offshore”, afirmou. “Ampliamos os programas de mentoria feminina para engajar essas mulheres que já são altamente preparadas. Mais de 40% das participantes já ascenderam de cargo”, acrescentou.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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