Um piloto de 12 meses do euro digital deve começar na segunda metade de 2027, conduzido em um ambiente controlado do Eurosystem e envolvendo transações reais, segundo Piero Cipollone, membro do Conselho Executivo do Banco Central Europeu (BCE). O euro digital seria o equivalente ao Drex, do Banco Central (BC) brasileiro.
O projeto piloto deve incluir um número limitado de provedores de serviços de pagamento e comerciantes. Funcionários do Eurosystem também participarão. Entre os principais casos de uso a serem testados estão: transações online de pessoa para pessoa, usando um pseudônimo ou número de acesso; transações offline de pessoa para pessoa por comunicação de campo próximo (NFC), conhecida no Brasil como pagamento por aproximação; transações de pessoa para empresa, no ponto de venda, via aproximação; e transações de pessoa para empresa em comércio eletrônico ou móvel, com um pseudônimo ou número de acesso.
Segundo informações do site da União Europeia (UE), as preparações legislativas estão em andamento, mas a decisão sobre a emissão do euro digital será considerada pelo Conselho do BCE apenas após a adoção da legislação.
Quase dois terços das transações com cartão na área do euro são processadas por esquemas de cartões internacionais, diz Cipollone. Além disso, 15 de 21 países da UE não têm uma solução doméstica amplamente utilizada para pagamentos digitais em lojas. Nesse sentido, o euro digital ofereceria uma forma adicional de pagamento em toda a área do euro, em diferentes situações.
Na visão de Cipollone, com o euro digital, a Europa pode fortalecer sua autonomia e resiliência. “A urgência de preservar a resiliência e a autonomia das infraestruturas críticas da Europa é clara”, diz e completa: “Garantir autonomia estratégica e resiliência em pagamentos diários é igualmente urgente.”


