As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta quinta-feira, 19, após um pregão de volatilidade marcado por reações a ataques a infraestruturas de energia no Oriente Médio. O rumo seguiu ainda pautado pelo adiamento das expectativas de retomada do corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), depois que o presidente da instituição, Jerome Powell, reconheceu preocupação com a inflação em meio à alta do petróleo, por conta do conflito.
O Dow Jones fechou em baixa de 0,44%, aos 46.021,43 pontos. O S&P 500 terminou com queda de 0,27%, aos 6.606,49 pontos, e o Nasdaq encerrou com recuo de 0,28%, aos 22.090,69 pontos.
As bolsas chegaram a virar brevemente para o campo positivo em uma melhora repentina no fim da tarde em NY. O movimento ocorreu em meio a declarações do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, de que as forças militares do Irã foram “destruídas” e, também, de que o país persa não é mais capaz de enriquecer urânio, nem de fazer mísseis balísticos. Mas o sinal negativo prevaleceu em Wall Street no fim do pregão.
Entre os movimentos individuais, a Micron caiu 3,8% mesmo após a fabricante de chips de memória ter divulgado resultados financeiros excepcionais para o segundo trimestre fiscal e emitido projeções otimistas. Os investidores provavelmente aproveitaram a oportunidade para garantir alguns lucros: as ações subiram 333% no último ano, impulsionadas pelo boom da inteligência artificial, que aumentou a demanda pelos produtos da Micron.
As ações de mineradoras ampliaram a onda de vendas desta semana, com recuo dos preços do ouro, prata e do cobre. A Anglogold Ashanti perdeu 7,3% e a Newmont Mining recuou 7,4%. Outras quedas relevantes foram registradas pela Freeport-McMoRan (-3,3%), Coeur Mining (-5,1%) e Barrick Mining (-5,4%).
Os papéis da Alibaba listados nos EUA cederam 7% depois que a gigante chinesa do comércio eletrônico divulgou uma queda acentuada no lucro e receita abaixo do esperado para o trimestre encerrado em 31 de dezembro.


