As bolsas da Europa fecharam em direções opostas nesta segunda-feira, 12, enquanto investidores avaliam os desdobramentos geopolíticos dos protestos no Irã e uma nova pressão política nos Estados Unidos sobre o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,16%, a 10.140,70 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,54%, a 25.397,77 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,04%, a 8.358,76 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 recuou 0,31%, a 8.494,08 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,14%, a 17.673,80 pontos. O FTSE MIB subiu 0,03% em Milão, a 45.732,20 pontos. As cotações são preliminares.
Os investidores acompanham de perto os acontecimentos no Irã nesta semana, após protestos em larga escala terem sido reprimidos com violência pelas autoridades iranianas. A União Europeia (UE) está “analisando” a imposição de sanções adicionais contra o país islâmico devido à repressão nas manifestações.
Com o risco geopolítico ampliado, o ouro e a prata avançaram para novos recordes entre metais preciosos, impulsionando ações de mineradoras, como a Fresnillo (+6,56%) em Londres.
Ainda, o mercado financeiro está apreensivo sobre a autonomia do Fed, após o BC norte-americano receber uma intimação do Departamento de Justiça (DoJ, na sigla em inglês) dos Estados Unidos com a ameaça de uma acusação criminal contra Powell. “Esta é mais uma tentativa do presidente dos EUA, Donald Trump, de forçar a saída de Powell e/ou de outros membros do Fed”, explica Kathy Jones, estrategista-chefe de renda fixa do Charles Schwab.
Enquanto isso, as ações do Barclays subiram 0,6% apesar da proposta do presidente Donald Trump de impor, por um ano, um teto de 10% para as taxas de juros de cartões de crédito nos Estados Unidos.
As ações da BE Semiconductor Industries (Besi) avançaram 7,54% em Amsterdã. A empresa holandesa deve divulgar seus resultados do quarto trimestre no próximo mês e espera que os pedidos do quarto trimestre superem 250 milhões de euros, um aumento de 43% em relação ao terceiro trimestre.
Em contrapartida, as ações da Heineken caíram 4,82% após o CEO e presidente do conselho, Dolf van den Brink, afirmar que pretende deixar o cargo em 31 de maio.


