As bolsas da Europa encerraram o pregão em alta nesta quarta-feira, 26, em dia de recorde do Stoxx 600, impulsionadas por sinais de avanço no acordo sobre minerais entre EUA e Ucrânia. A temporada de resultados corporativos também segue no radar, com números da AB InBev, controladora da Ambev no Brasil, que agradaram os investidores. Os índices acionários europeus foram sustentados por ganhos nos setores de recursos básicos (+1,9%), luxo (+1,02%), tecnologia (+0,9%), seguros (+2%) e defesa (+1,4%).
O Stoxx 600 fechou em alta de 0,99%, a 559,67 pontos, renovando recordes de máxima e de fechamento.
O CAC 40, de Paris, fechou em alta de 1,15%, a 8.143,92 pontos. Em Madri, o Ibex 35 avançava 1,67%, a 13.336,30 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 avançou 1%, a 6.988,33 pontos. Em Milão, o FTSE MIB marcou alta de 1,32%, a 39.224,71 pontos. As cotações são preliminares.
Em Frankfurt, o índice DAX subiu 1,73%, atingindo 22.797,41 pontos, sem ser impactado pela nova queda na confiança do consumidor na Alemanha. No setor de defesa, destaque para as altas das empresas alemãs Rheinmetall (+1,8%), Renk (+1,6%) e Hensoldt (+4%), e da italiana Leonardo (+2%).
Em Londres, o índice FTSE 100 encerrou o pregão em alta de 0,72%, alcançando 8.731,46 pontos. A Capital Economics destaca que o Reino Unido precisará recorrer a mais empréstimos, cortar seus gastos ou confiar no crescimento econômico para cumprir a promessa de aumentar os investimentos em defesa, com o objetivo de elevar os gastos para 2,5% do PIB até 2027. A consultoria alerta que, a menos que o país consiga aumentar substancialmente suas receitas fiscais, o governo será forçado a cortar despesas em outras áreas do orçamento.
Entre as ações de empresas de luxo, o destaque ficou com a britânica Burberry (+7,8%) e a francesa LVMH (+2,4%), em tecnologia com a holandesa ASML (+2,4%) e, em seguros, com a britânica Prudential (+3,3%). Também listadas em Londres, as mineradoras Glencore, Anglo American e Antofagasta tiveram ganhos de 2%, 3,5% e 3,9%, respectivamente, ante expectativas de aperto na oferta de cobre, com possíveis novas tarifas do governo Trump.
Na temporada de balanços, a AB InBev disparou 8,5% em Bruxelas após divulgar lucro superior ao esperado. Já a Stellantis decepcionou, registrando lucro abaixo das expectativas, e recuou 4,1% em Milão.