A combinação de tarifas dos Estados Unidos e medidas de retaliação pode representar riscos de alta para a inflação, especialmente no curto prazo, menciona o Banco Central Europeu (BCE) em ata da última decisão monetária, publicada nesta quinta-feira. Segundo o documento, as perspectivas para as exportações e o impacto direto e indireto das medidas tarifárias foram destacadas com grande preocupação.
“A incerteza exigiu cautela na definição de políticas e especialmente na comunicação”, ressalta. Apesar do cenário, a ata cita que os membros ainda consideram como válida a narrativa de crescimento econômico modesto na zona do euro e mantém corte e pausa nas taxas de juros “na mesa” para a reunião de abril a depender dos dados recebidos.
“Ser prudente diante da incerteza não significa necessariamente ser gradual no ajuste de juros”, acrescentou ao afirmar que não está mais claro se a atual política monetária continua a ser restritiva.
Segundo o BCE, os membros reiteraram a determinação para garantir que a inflação se estabilizará de forma sustentável na meta de 2% no médio prazo. Sobre a política fiscal “expansionista ligada à defesa e a outras despesas”, o BC europeu menciona que ela pode afetar as taxas de juro reais e “provavelmente conduzirá a um aumento persistente e significativo da taxa de juro neutra”.