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MP pede arquivamento de caso envolvendo Cão Orelha após laudo descartar agressão de adolescentes

O caso envolvendo o cão Orelha teve início em 4 de janeiro de 2026, quando o animal foi encontrado debilitado e apresentando ferimentos na região da cabeça. Conhecido na comunidade onde vivia há aproximadamente dez anos, o cachorro foi encaminhado para uma clínica veterinária, mas acabou sendo submetido à eutanásia devido ao estado grave de saúde.

A repercussão do episódio ganhou força no dia 27 de janeiro, provocando protestos e intensa mobilização nas redes sociais contra familiares dos adolescentes apontados como suspeitos. As famílias de dois dos jovens chegaram a divulgar notas públicas relatando ameaças e ataques virtuais sofridos após o caso ganhar notoriedade.

A situação gerou grande comoção popular, reunindo moradores, ONGs e entidades de proteção animal em manifestações que pediam justiça pelo animal. Em homenagem ao cachorro, uma unidade da rede municipal de hospitais veterinários de São Paulo, localizada no bairro do Tatuapé, passou a se chamar Hospital Veterinário Municipal Leste “Cão Orelha”.

Posteriormente, no dia 4 de fevereiro, a defesa dos adolescentes apresentou vídeos nos quais o cão aparecia caminhando normalmente horas depois do suposto ataque. Diante das dúvidas levantadas durante a investigação, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) solicitou a exumação do animal para realização de uma perícia mais detalhada.

O laudo da Polícia Científica, divulgado em 26 de fevereiro, concluiu que não havia fraturas ou lesões compatíveis com agressões humanas. Segundo os peritos, o animal apresentava um quadro de osteomielite crônica no maxilar, associada a doenças periodontais avançadas, condição que explicaria o inchaço observado no olho do cachorro em imagens divulgadas anteriormente.

Com base nas conclusões técnicas, o Ministério Público pediu o arquivamento do caso.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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