As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira, 12, com a de Seul interrompendo uma longa sequência de recordes, diante das persistentes tensões entre Estados Unidos e Irã, que seguem impulsionando os preços do petróleo.
O índice sul-coreano Kospi caiu 2,29% em Seul, a 7.643,15 pontos, depois de renovar máximas históricas nos cinco pregões anteriores em meio a um rali de ações de chips, favorecidas pelo otimismo com as perspectivas da inteligência artificial (IA).
Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei subiu 0,52% em Tóquio, a 62.742,57 pontos, com a ajuda de ações de eletrônicos, enquanto o Hang Seng recuou 0,22% em Hong Kong, a 26.347,91 pontos, e o Taiex avançou 0,26% em Taiwan, a 41.898,32 pontos.
Na China continental, a sessão foi negativa: o Xangai Composto registrou perda de 0,25%, a 4.214,49 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto cedeu 0,63%, a 2.903,98 pontos.
Os últimos desdobramentos do conflito no Oriente Médio sugerem que EUA e Irã estão mais distantes de chegar a uma solução diplomática para a guerra iniciada há cerca de dois meses e meio.
Na segunda, 11, o presidente dos EUA, Donald Trump, chamou de “lixo” a contraproposta do Irã ao plano de paz da Casa Branca, um dia depois de classificá-la como “inaceitável”. Ele disse ainda que o atual cessar-fogo de Washington com Teerã está em “estado crítico”.
Nesse contexto de incertezas, o petróleo avança pela terceira sessão consecutiva nesta madrugada. Por volta das 5h40 (de Brasília), o Brent tinha alta de 2,5%, para quase US$ 107 por barril.
Na Oceania, a bolsa australiana ficou no vermelho, com baixa de 0,36% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.670,70 pontos.


