Petróleo fecha em alta com escalada das tensões entre EUA e Irã

O petróleo fechou em alta nesta segunda-feira, 11, à medida que os traders avaliam os entraves nas negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o cessar-fogo com o Irã está por um fio, após rejeitar a contraproposta de Teerã para encerrar a guerra.

O petróleo WTI para junho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em alta de 2,78% (US$ 2,65), a US$ 98,07 o barril.

Já o Brent para julho, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 2,88% (US$ 2,92), a US$ 104,21 o barril.

Trump afirmou mais cedo que o cessar-fogo está em um estado “incrivelmente frágil” e classificou de “lixo” a contraproposta do Irã para encerrar o conflito. Segundo o presidente, na carta enviada por Teerã por meio do Paquistão, o país não se comprometeu a abrir mão de armas nucleares. Do lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, minimizou a crítica e disse que a proposta é “razoável”.

Diante do aumento de tensões, Trump está avaliando a retomada de ações militares contra o Irã, segundo o Axios. Já a agência iraniana Tasnim informou que submarinos da classe Ghadir estão de prontidão no Estreito de Ormuz.

Para analistas do ING, os preços do petróleo continuam muito sensíveis ao ruído em torno do Irã, destacando a importância das interrupções contínuas de oferta no Golfo Pérsico. “Embora o otimismo por um acordo iminente esteja diminuindo, ainda há uma tênue esperança de que as conversas entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping possam gerar resultados positivos sobre o Irã”, afirmam. O presidente americano se encontrará com o líder chinês na próxima quinta-feira.

Com a disparada do petróleo pressionando os custos de energia, Trump disse nesta segunda que pretende suspender, “por um período de tempo”, o imposto federal de US$ 0,18 por galão sobre a gasolina.

O choque de oferta da commodity também tem impulsionado, nos últimos meses, as remessas de carvão, segundo o Financial Times. O produto passou a liderar, em volume, as cargas transportadas por embarcações de porte médio e as taxas de frete ficaram, em média, até 50% mais altas em maio do que em fevereiro, de acordo com a agência Argus.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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