As universidades estaduais de São Paulo vivem um momento de intensa mobilização dos estudantes, que buscam melhorias na permanência estudantil, moradia e alimentação. Paralelamente, docentes e servidores pressionam por recomposição salarial.
Desde 14 de abril, estudantes da USP estão em greve. Na Unesp, paralisações ontem e anteontem apontam para uma possível adesão ao movimento. A Unicamp vai deliberar sobre o tema em assembleia hoje. Algumas reivindicações se repetem nas três instituições, como mais investimentos em permanência estudantil, ampliação de moradia e melhoria na alimentação.
Mais de 100 cursos seguem paralisados na USP. Do lado estudantil, a crítica é de falta de diálogo efetivo. A reitoria, por sua vez, afirma ter apresentado propostas e fala em avanços na negociação.
Neste contexto, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entrou no debate, adotando um tom crítico em relação ao movimento. “Se eu fosse estudante, eu estaria estudando o máximo que eu pudesse, aproveitando com unhas e dentes as oportunidades”, disse. “Para mim, não entra na minha cabeça a greve dos estudantes. Estudante, na minha opinião, tem de estudar.”


