O Tribunal do Júri de Guarulhos deve julgar, no próximo dia 7 de maio de 2026, o réu Djalma Juriti da Silva, acusado de participação em um homicídio ocorrido em 2016 no bairro Bananal. A sessão está marcada para as 10h e será realizada por videoconferência, com o acusado atualmente preso.
De acordo com os autos do processo, o crime aconteceu na noite de 9 de fevereiro de 2016, em uma residência na Rua São Gonçalo Amarante. A vítima, Francisco Luiz de Oliveira, foi encontrada com ferimentos provocados por arma branca e chegou a ser socorrida, mas não resistiu.
A denúncia do Ministério Público aponta que o autor do golpe fatal teria sido Diego da Silva Oliveira, já julgado em processo separado. Segundo a acusação, Djalma teria participado do crime ao apoiar e acompanhar a ação, caracterizando concurso de pessoas.
As investigações indicam que o homicídio teria sido motivado por um desentendimento anterior entre Diego e a vítima. A acusação sustenta que ambos os envolvidos teriam ido juntos até a residência e entrado no imóvel antes da agressão fatal.
O laudo necroscópico confirmou que a morte foi causada por hemorragia interna decorrente de perfuração por objeto cortante. Já o laudo pericial do local apontou vestígios de sangue em diversos cômodos da casa, sem sinais de arrombamento.
Testemunhas ouvidas durante o processo relataram informações indiretas sobre o caso, incluindo comentários de terceiros sobre possível envolvimento dos acusados. Nenhuma delas, no entanto, afirmou ter presenciado o crime.
O processo teve um longo percurso judicial. Após a denúncia ser recebida em 2018, Djalma permaneceu foragido por anos, sendo citado por edital. A prisão só ocorreu em janeiro de 2025, quando o andamento do caso foi retomado.
Em junho de 2025, a Justiça decidiu pela pronúncia do réu, ou seja, reconheceu que há indícios suficientes para que ele seja julgado pelo Tribunal do Júri. A decisão transitou em julgado no mês seguinte.
Já o corréu Diego da Silva Oliveira foi condenado anteriormente pelo mesmo crime. Em decisão posterior, o Tribunal de Justiça de São Paulo fixou a pena em 14 anos de reclusão, em regime inicial fechado.
Agora, caberá aos jurados decidir se Djalma Juriti da Silva teve participação no homicídio. Durante o julgamento, acusação e defesa irão apresentar suas teses com base nas provas reunidas ao longo do processo.
O caso chama atenção pelo tempo decorrido entre o crime e o julgamento, além das circunstâncias que envolvem a investigação e a responsabilização dos envolvidos.




