Os servidores municipais de Guarulhos intensificaram a mobilização contra a proposta de reajuste salarial de 2% apresentada pela Prefeitura, elevando o tom das críticas e ampliando o calendário de protestos. A categoria rejeitou o índice por considerar que o percentual está muito abaixo da inflação acumulada nos últimos anos e, portanto, não recompõe as perdas salariais enfrentadas pelo funcionalismo.
De acordo com representantes sindicais, a defasagem salarial vem se agravando ao longo do tempo, impactando diretamente o poder de compra dos trabalhadores. Eles argumentam que, enquanto o custo de vida aumenta especialmente com despesas básicas como alimentação, transporte e moradia, os reajustes oferecidos pelo município não acompanham essa realidade, gerando insatisfação generalizada entre servidores de diferentes áreas, como saúde, educação e serviços administrativos.
Após a rejeição da proposta em assembleia, o sindicato da categoria anunciou uma série de paralisações e novos atos públicos. As manifestações têm ocorrido em frente ao Paço Municipal e devem continuar nos próximos dias, com possibilidade de ampliação caso não haja avanço nas negociações. A mobilização também inclui campanhas nas redes sociais e articulações com outras categorias do funcionalismo.
Outro ponto central das críticas está na condução das negociações por parte da administração do prefeito Lucas Sanches. Lideranças sindicais afirmam que o diálogo tem sido insuficiente e cobram maior abertura por parte do governo para discutir alternativas que atendam às demandas dos trabalhadores. Segundo eles, a proposta apresentada foi unilateral e não levou em consideração as reivindicações previamente apresentadas pela categoria.
Além da recomposição salarial, os servidores também pedem melhorias nas condições de trabalho, valorização profissional e revisão de benefícios. Há relatos de sobrecarga em setores essenciais, especialmente após os impactos recentes na estrutura dos serviços públicos.
A Prefeitura, por sua vez, ainda não sinalizou uma nova proposta oficial, mas tem defendido que o reajuste oferecido leva em conta as limitações orçamentárias do município. A gestão afirma que busca equilíbrio fiscal e responsabilidade com as contas públicas, o que, segundo o governo, restringe a margem para aumentos mais expressivos neste momento.
Enquanto o impasse permanece, a tensão entre servidores e administração municipal cresce, aumentando a expectativa por uma possível retomada das negociações. Caso não haja avanço, o movimento não descarta a intensificação das paralisações, o que pode afetar o funcionamento de serviços públicos essenciais na cidade.



