A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) afirmou torcer para que a acusação feita por ela e pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), de que ele teria cometido os crimes de estupro e tentativa de suborno, seja mentira.
“Eu jamais imaginei que ele fosse capaz disso, sinceramente. Torço para que seja mentira, pois não queria me decepcionar tanto com ele”, escreveu Soraya em publicação no X na noite deste domingo, 29.
Nas redes sociais, a senadora vem insistindo no pedido de que Gaspar faça um exame de DNA, que, para ela, colocaria “uma pá de cal no assunto”. Responsável pela acusação, ela diz que não deve o ônus da prova.
“Para esclarecer os leigos, mas também os não leigos mal-intencionados que estão tumultuando o caso do DNA do deputado: nós não temos o dever de provar absolutamente nada”, escreveu. “A investigação de paternidade no Brasil tem início sem provas, é óbvio! Caso contrário, não haveria necessidade de se processar. A rainha das provas, nesse caso, é o exame de DNA”, completou.
Antes disso, em outra publicação no domingo, Soraya afirmou que pedirá desculpas públicas a Gaspar caso um exame de DNA não confirme a acusação de estupro.
Lindbergh e Soraya acusam Gaspar de ter estuprado, oito anos atrás, uma adolescente de 13 anos, que teria engravidado. A vítima hoje teria 21 anos e a criança, 8.
Também alegam que a avó da criança foi registrada como mãe, uma vez que a adolescente era nova demais para assumir o bebê. Os parlamentares dizem que isso “reforça a necessidade de pronta verificação documental e biológica dos fatos”.
Eles dizem ter encaminhado à Polícia Federal prints de conversas e “informações complementares” mostrando que um intermediador de Gaspar teria tentado comprar o silêncio da vítima.
Esse intermediador teria feito um pagamento de R$ 70 mil à mulher, e outros R$ 400 mil estariam sendo negociados, “sempre com a finalidade de assegurar silêncio, impedir a comunicação do crime e garantir impunidade”, afirmam os parlamentares.
Gaspar alega que a história, na verdade, refere-se a um caso tido pelo seu primo, Maurício César Brêda Filho, que teria mantido relacionamento sexual com uma mulher de 21 anos em Alagoas quando ele ainda era menor de idade.
Essa mulher teria engravidado e, sem comunicar nada à família, se mudado para o Rio de Janeiro. A criança teria sido batizada de Lourilene Pereira da Silva.
No Rio, a mãe de Lourilene se casou e constituiu uma família. Anos depois, quando a filha tinha 15 anos, a mãe teria revelado a ela a história sobre o pai biológico. Em 2012, Lourilene teria decidido procurá-lo, segundo ela relata num vídeo de sua autoria enviado ao Estadão.
“Prontamente o meu pai, Maurício Brêda, se submeteu ao teste de paternidade, e desde sempre vem agindo com muita honestidade comigo, inclusive queria colocar o nome na certidão de nascimento, e eu não quis, por conta da honestidade do meu pai (de criação) que me deu meu nome”. diz Lourilene no vídeo.


