Petróleo fecha em alta de 3% em meio à incerteza de diálogo entre EUA e Irã

Os contratos futuros do petróleo fecharam novamente em alta nesta sexta-feira, 27, com sinalizações conflitantes sobre um diálogo entre os EUA e o Irã para um cessar-fogo, ainda que o presidente norte-americano, Donald Trump, tenha pausado os ataques à infraestrutura energética iraniana até 6 de abril.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em alta de 3,33% (US$ 3,04), a US$ 94,19 o barril.

Já o Brent para junho subiu 3,37% (US$ 3,43), a US$ 105,32 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

Na semana, ambos recuaram 0,58% e 6,12%, respectivamente.

Em uma nova negativa, mediadores iranianos afirmaram ao Wall Street Journal que o país não solicitou um pausa de 10 dias nos ataques às suas usinas de energia, como Trump relatou, e que Teerã não apresentou uma resposta final a um plano de 15 pontos do governo norte-americano para encerrar a guerra.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse no período da tarde que Washington espera uma resposta do Irã “hoje ou amanhã”, voltando a cobrar um posicionamento de aliados durante reunião do G7 na França.

O Estreito de Ormuz, a via navegável por onde cerca de 20% do tráfego diário de petróleo do mundo normalmente flui, permanece amplamente fechado para países aliados dos EUA e Israel.

Estrategistas da Macquarie alertaram que, se a guerra continuar até o final de junho, – um cenário ao qual atribuem cerca de 40% de chance – os preços do petróleo podem chegar a US$ 200 por barril. “Dada a incerteza sobre como seria uma vitória, e os recentes ataques à infraestrutura de energia, há um risco de que os preços do precisem subir significativamente primeiro para incentivar um acordo de curto prazo”, dizem.

Segundo uma pesquisa feita pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Dallas com executivos de energia, a atividade no setor de petróleo e gás aumentou durante o primeiro trimestre do ano, embora executivos digam que a incerteza em meio à guerra em andamento está tornando difícil o planejamento para atividades futuras.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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