O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, disse que os gastos com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) vem se expandindo no governo Luiz Inácio Lula da Silva devido ao crescimento do salário mínimo e porque foram incorporadas pessoas que tinham direitos mas não estavam usufruindo deles em 2022. “Em 2021 e 2022, havia pessoas que tinham direito, muitas estavam no cadastro, mas não acessavam nem o Auxílio Brasil nem o BPC”, comentou, acrescentando em 2023 mais forte devido ao represamento nos anos anteriores.
E acrescentou: “Do outro lado, o crescimento também é por uma política positiva do País. O crescimento do salário mínimo dentro de uma regra que leva em conta o crescimento do PIB.”
O ministro participou na manhã desta sexta-feira, 20, do seminário ‘Saída do Brasil do Mapa da Fome’, na Fundação Getulio Vargas (FGV), sobre os fatores que contribuíram para o êxito o desafio da segurança alimentar. No evento, foi lançado um estudo sobre o BPC.
O levantamento mostrou que a expansão da cobertura do benefício resultou num crescimento de cerca de R$ 30 bilhões, em termos reais, das despesas entre abril e dezembro de 2022 e abril de 2025.
Além disso, relatório da Instituição Fiscal Independente (IFI) que o BPC consumiu cerca de 1% do PIB em 2025 e que o gasto pode chegar a cerca de 1,2% a 1,4% até 2035.
O ministro admitiu, em entrevista coletiva após o evento, que o aumento do salário mínimo implica custos, tanto para o BPC quanto para o Seguro-Defeso (benefício pago a pescadores artesanais durante o período em que a pesca é proibida para proteger a reprodução das espécies) e para as próprias aposentadorias.
Porém, Dias destacou que a dinâmica de valorização do salário mínimo ajuda a economia a crescer.
Ele afirmou ainda que o crescimento das despesas perdeu fôlego em virtude da fiscalização. “No ano passado, tivemos um número bem menor de ingresso do que no ano de 2024, que já foi menor do que no ano de 2023.”


