BCE promete monitorar guerra de perto, mas diz estar bem posicionado para ‘navegar incertezas’

O Banco Central Europeu (BCE) disse nesta quinta-feira, 19, que está monitorando de perto a situação da guerra no Oriente Médio, mas ressaltou que está bem posicionado para “navegar” pelo ambiente de incertezas. Em comunicado sobre a decisão de deixar as principais taxas de juros da zona do euro inalteradas, o BCE avalia que o conflito tornou a perspectiva econômica “significativamente” mais incerta, gerando riscos de alta para a inflação e de baixa para o crescimento.

Ainda no comunicado, o BCE reafirmou estar determinado a garantir que a inflação na zona do euro se estabilize na meta de 2% no médio prazo, mantendo uma postura dependente dos dados e tomando decisões a cada reunião.

Projeções

As novas projeções do BCE indicam alta da inflação e crescimento econômico mais fraco nos próximos anos, em decorrência da alta de preços de energia causados pelo conflito no Oriente Médio, segundo comunicado divulgado conjuntamente com a decisão de política monetária.

As projeções de inflação na zona do euro em 2026 subiram de 1,9% para 2,6%; de 1,8% a 2,0% para 2027; e de 2,0% para 2,1% para 2028.

Para o núcleo de inflação que exclui energia e alimentos, o BCE projeta médias de 2,3% em 2026, 2,2% em 2027 e 2,1% em 2028, todas acima das projeções realizadas em dezembro.

O comunicado destaca que a inflação foi revisada para cima, especialmente para este ano, devido ao aumento dos preços da energia em função da guerra no Oriente Médio.

O BCE passou a ver um desempenho mais deteriorado da economia da zona do euro em relação às projeções de dezembro, refletindo “os efeitos globais da guerra nos mercados de commodities, na renda real e na confiança”.

A previsão de crescimento foi revisada de 1,2% para 0,9% em 2026, de 1,4% para 1,3% em 2027 e mantida em 1,4% em 2028.

Por outro lado, o Conselho do BCE destacou que o baixo desemprego, os balanços sólidos do setor privado e os gastos públicos com defesa e infraestrutura devem continuar a sustentar o crescimento.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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