Chuva forte no litoral de SP põe Ubatuba e Peruíbe em alerta

As fortes chuvas do fim de semana que atingiram o litoral de São Paulo ainda preocupam as autoridades. O coronel Adriano Baruffaldi, diretor da defesa civil do Estado de São Paulo, afirmou que o alerta para chuvas intensas, especialmente nas cidades de Ubatuba e Peruíbe, se mantém.

Ubatuba, no litoral norte, passou boa parte da noite e da madrugada de sábado, 21, para domingo, 22, debaixo d’água. Em apenas 12 horas, a cidade do litoral norte de São Paulo registrou 126 milímetros de chuva- volume equivalente à toda a média prevista para o mês de fevereiro, segundo a Defesa Civil.

No bairro Ponta Grossa, um barco com cinco tripulantes naufragou durante o temporal – dois morreram. As autoridades, porém, afirmam que não é possível fazer conexão do acidente com o mau tempo.

Já em Peruíbe, litoral sul, 300 pessoas ficaram desalojadas devido às fortes chuvas. Foram cerca de 400 milímetros nos últimos dias e a cidade decretou situação de emergência.

Na Zona da Mata de Minas Gerais, um forte temporal entre a noite dessa segunda-feira, 23, e madrugada desta terça, 24, deixou 16 mortos em Juiz de Fora.

“Montamos o gabinete de crise, já estávamos com ele remoto no fim de semana, e montamos presencial desde ontem (segunda-feira, 23). Em princípio ele vai ate quinta-feira, 26, porque tivemos quantidade grandes de chuvas durante todo o final de semana e temos previsão de mais chuva”, disse o coronel à Rádio Eldorado, do Grupo Estado.

“Um pouco mais amenas, chuvas mais moderadas, porém a partir de quarta elas aumentam, com a chegada de uma frente fria que causa impacto com as massas de ar quente, e aumenta a pluviosidade”, acrescenta Baruffaldi.

Segundo ele, uma das maiores preocupações é o encharcamento do solo, que por estar saturado pode aumentar a ocorrência de deslizamentos de terra. Ele cita ainda as quedas das barreiras em rodovias e suas interdições, o que só aumenta a apreensão.

Já foram registradas 19 mortes no Estado desde o início da operação de monitoramento das chuvas, em dezembro.

Conforme Baruffaldi foram implantadas oito sirenes em pontos críticos e há planos de instalar outras sete no Estado até o fim do ano. “Cada município tem seu plano municipal de riscos, mas todo local que é identificado como risco alto, nós trabalhamos para instalar esse equipamento”, explica.

O aparelho orienta a saída de moradores em momentos mais graves, ficando em um local onde a maior parte das pessoas da comunidade possam ouvi-lo. “De acordo com a quantidade de chuva em determinado espaço/tempo, aliado à previsão e outros fatores meteorológicos, a gente determina o acionamento dessa sirene para que essa pessoa evacue a área de risco”, explica ele.

Após a instalação, há treinamento com a população. “A gente pede que eles levem a serio e, quando tocar a sirene, saiam da sua residência. Se tocou, é porque tem motivos. O principal é preservar a vida e o patrimônio depois corre atrás “, ressaltou.

No entanto, nos últimos dias, as sirenes não tocaram – o que pode ter a ver com o local que eles estão. “Há 15 dias atrás houve acionamento da sirene no [Barra do] Sahy e no Guarujá. Mas, nesse fim de semana, os locais que têm sirene não chegaram a atingir o índice para o acionamento.”.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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