Congonhas tem 3º vazamento: vistorias apontam resíduos de mineração em rio

A região de Congonhas, em Minas Gerais, registrou um terceiro episódio de vazamento na região. Desta vez, a situação registrada envolve a CSN Mineração. A prefeitura informou que após vistorias, entre sexta-feira, 23, e terça-feira, 27, foi identificado “carreamento de resíduos por enxurrada, decorrentes de deficiências nos sistemas de drenagem das vias internas da mineradora”.

A fiscalização ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, identificou que o carreamento na área interna é da CSN Mineração. A prefeitura destaca que não foi identificada qualquer situação de rompimento das estruturas. Procurada, a empresa ainda não se manifestou.

As vistorias foram realizadas após o recebimento de denúncias e tiveram caráter preventivo e técnico, segundo a nota da prefeitura.

“No Dique do Fraille, na região do bairro Plataforma, verificou-se carreamento significativo de resíduos, situação que motivou a exigência de adequações estruturais, de forma que a estrutura passe a suportar adequadamente o elevado volume de material proveniente de diferentes direções, evitando riscos de extravasamento”, afirma a prefeitura de Congonhas.

“Já na Cachoeira de Santo Antônio, foi observado carreamento de material por fortes enxurradas no sentido do Rio Santo Antônio”, acrescenta.

A secretaria de Meio Ambiente emitiu comunicações e ofícios em caráter emergencial, ainda na sexta-feira, 23, solicitando à CSN Mineração esclarecimentos técnicos atualizados sobre a integridade, a estabilidade e a gestão de riscos das estruturas associadas à atividade minerária no município. A empresa respondeu dentro do prazo estabelecido, segundo a prefeitura, informando que não foram identificadas anomalias estruturais.

A vistoria identificou problemas de drenagem e danos ambientais decorrentes do carreamento de resíduos da atividade minerária que atingiram corpos d’água, classificados como de natureza moderada.

A Defesa Civil Municipal também realizou vistoria na área na tarde desta terça-feira, 27, após denúncia de moradores, e confirmou as mesmas condições identificadas pela fiscalização ambiental.

“A prefeitura de Congonhas segue acompanhando a situação de forma rigorosa e permanente, mantendo o monitoramento técnico das áreas afetadas e adotando todas as providências legais necessárias para a proteção do meio ambiente, a prevenção de novos impactos e a segurança da população”, disse em nota.

Suspensão de alvarás da Vale

A prefeitura de Congonhas suspendeu os alvarás de funcionamento da Vale município na segunda-feira, 26, após o vazamento de água de duas estruturas de drenagem (sumps) para rios e córregos da cidade.

O primeiro vazamento ocorreu na mina chamada Fábrica, no domingo, 25. Poucas horas depois, no mesmo dia, vazou água na mina Viga. Cerca de 200 mil metros cúbicos de água vazaram para rios de Congonhas.

Em nota, a Vale afirmou, na ocasião, que iria se manifestar dentro dos prazos legais sobre as exigências feitas pelo município, colaborando integralmente com as autoridades e prestando todos os esclarecimentos necessários.

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Por Redação Folha de Guarulhos.

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