O produtor musical Ubirajara de Souza, conhecido como Bira Haway, morreu no domingo, 25, aos 74 anos, no Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, na zona oeste do Rio de Janeiro. Considerado um dos principais produtores de samba e pagode do Estado, ele era pai do cantor Anderson Leonardo (1972-2024), vocalista do Grupo Molejo.
Bira iniciou a trajetória artística como percussionista, atuando na noite paulistana. Foi nesse período que surgiu o apelido “Haway”, em referência ao nome de um estúdio onde costumava gravar, nome artístico que adotou e carregou ao longo de toda a carreira.
Além da atuação como músico, também trabalhou como cantor e intérprete de escolas de samba. Ele esteve à frente da Estácio de Sá como intérprete no primeiro ano de Ciça como mestre de bateria da agremiação.
Trabalhos marcantes
A partir dos anos 1980, Bira passou a se dedicar à produção musical, função que o consolidou como um dos principais nomes do samba e do pagode no Rio de Janeiro. Ao longo da carreira, trabalhou com grupos como Molejo, Exaltasamba, Soweto, Samprazer e Grupo Revelação, participando da formação e projeção de artistas que se tornaram referências do gênero.
Problemas de saúde
Nos últimos dias, o produtor enfrentava complicações de saúde. Ele havia passado recentemente por uma amputação de uma das pernas, abaixo da coxa, no Hospital Miguel Couto, na zona sul do Rio, e chegou a receber alta médica.
Na última quarta-feira, 21, voltou a passar mal e foi levado à UPA da Cidade de Deus, onde foi diagnosticado com insuficiência cardíaca. Em seguida, foi transferido para o Hospital Carlos Chagas, mas não resistiu.
Homenagens e repercussão
Em publicação nas redes sociais, o Grupo Molejo lamentou a morte do produtor. “Hoje o nosso coração se despedaça. Perdemos quem mais acreditava em nós: nosso paizão, nosso guia, nosso mestre, produtor e diretor”, escreveu a banda.
A postagem recebeu mensagens de pesar de diversos artistas, entre eles Délcio Luiz, Fred Camacho, Ronaldo Barcellos, João Martins, Tonho Matéria e Buchecha.


