As bolsas europeias fecharam em queda expressiva nesta sexta-feira, 4, ampliando as perdas da véspera, com os mercados ainda digerindo os efeitos das novas tarifas dos Estados Unidos e avaliando os riscos de uma escalada na guerra comercial após as retaliações anunciadas pela China. O país asiático respondeu com a promessa de impor uma tarifa de 34% sobre produtos americanos. Setores e ativos com forte relação com a economia chinesa lideraram as baixas.
Em Londres, o FTSE 100 recuou 4,95%, para 8.054,98 pontos. O DAX, de Frankfurt, caiu também 4,95%, fechando em 20.641,72 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, teve queda de 4,26%, encerrando a sessão em 7.274,95 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 5,83%, para 12.422,00 pontos, enquanto o PSI 20, de Lisboa, recuou 4,75%, para 6.635,79 pontos. Já o FTSE MIB, de Milão, recuou 6,53%, fechando em 34.649,22 pontos. As cotações são preliminares.
Na semana, o FTSE 100 perdeu 6,97%; o DAX e o CAC40 caíram 8,10%; FTSE MIB derreteu 10,56% E o PSI 20 cedeu 4,53%. O Ibex 35 teve baixa acumulada de cerca de 6,7%.
O índice regional Stoxx 600 tombou 5,1% nesta sexta-feira, pressionado principalmente pelo setor bancário, que despencou 6,31% após já ter perdido 5,53% na quinta-feira. Analistas do Bank of America chamaram atenção para o fato de que os bancos estão entre os ativos que menos precificaram os riscos macroeconômicos globais, o que os torna mais sensíveis a uma possível desaceleração ou recessão.
O setor de varejo de luxo também voltou a sofrer: o índice Stoxx Luxury 10 recuou 3,81%. A LVMH caiu 2,4%, enquanto Kering (dona da Gucci) e Hermès perderam entre 3,7% e 2,7%, respectivamente, impactadas pela dependência do mercado consumidor chinês.
Entre as quedas acentuadas do dia estiveram as gigantes de navegação Maersk (-10,5%) e Hapag-Lloyd (-5,62%), vistas como termômetros da atividade global. No setor farmacêutico, Novartis recuou 5,42%, enquanto Roche e Novo Nordisk também operaram em queda.
No campo dos indicadores econômicos, as encomendas à indústria da Alemanha ficaram estáveis em fevereiro, frustrando a projeção de alta de 3% e contribuindo para o tom negativo dos mercados nesta reta final da semana.